MAIOR DESASTRE HISTÓRICO

IBGE estima 6,3 milhões de pessoas afetadas pelas enchentes de 2024 no RS

Pessoas sendo resgatadas de barco em meio a inundações em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, após fortes chuvas.
Pessoas são resgatadas de barco após a enchente do Rio Guaíba inundarem as ruas da cidade de Porto Alegre no Rio grande do Sul RS prefeito Brasil - Metrópoles

Levantamento do IBGE revela que 133 cidades gaúchas foram impactadas, com mais de 6,3 milhões de moradores afetados. Pesquisa detalha danos materiais, sociais e psicológicos.

Um levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul (RS) em 2024 afetaram mais de 6,3 milhões de moradores de 133 cidades gaúchas. A tragédia, considerada o maior desastre natural da história do estado, foi provocada por chuvas intensas que causaram alagamentos, enxurradas e deslizamentos, destruindo casas, interrompendo serviços essenciais e prejudicando infraestruturas críticas como hospitais, estradas e o principal aeroporto de Porto Alegre.

A pesquisa destaca que a maioria das pessoas atingidas possuía renda de até R$ 5 mil por mês. Quase 15% dos moradores precisaram deixar suas casas permanentemente, um número que ultrapassa 2,3 milhões de domicílios nas regiões mais afetadas. Em nove de cada 10 residências, houve algum problema decorrente das inundações, sendo a falta de água e energia elétrica os mais comuns. Além disso, mais da metade das moradias sofreu danos estruturais, variando de rachaduras a problemas mais graves.

Os impactos transcenderam os danos materiais, afetando profundamente a saúde e a rotina das famílias. Mais de 67% dos entrevistados relataram impactos na saúde mental, enquanto quase 60% enfrentaram dificuldades na convivência com parentes e amigos. A mobilidade para o trabalho, escola ou creche também foi severamente obstaculizada para mais da metade dos atingidos.

Durante o período de socorro, a atuação de voluntários foi crucial, participando de aproximadamente 75% dos resgates, frequentemente com o auxílio de transporte aquático. Dois anos após a tragédia, apenas 17% dos atingidos avaliam uma melhora na qualidade de vida, contrastando com um quarto que afirma que a situação piorou. A maioria relata que a vida permanece estagnada, ainda sob a sombra das consequências do desastre.

Leia mais reportagens como esta em Agência Brasil, parceiro do Metrópoles.

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