INOVAÇÃO NA SAÚDE

IA mapeia riscos de dengue por bairro em SP para antecipar surtos

Agente de saúde em atividade de combate à dengue em SP
Trabalho de prevenção e combate à dengue feito pelo governo de SP | Divulgação/Governo de São Paulo

O Instituto Pasteur de São Paulo utiliza IA para cruzar dados climáticos e urbanos. A medida visa otimizar a prevenção da doença em áreas específicas.

O IPSP (Instituto Pasteur de São Paulo) implementa um projeto de pesquisa pioneiro que utiliza inteligência artificial para mapear, em alta resolução, o risco de transmissão da dengue na capital paulista. A estratégia foi consolidada em 11 de julho de 2026, com o objetivo de oferecer à gestão pública ferramentas precisas para antecipar ações de controle antes que grandes epidemias se instalem na cidade.

Ao contrário dos sistemas tradicionais, que baseiam o monitoramento em dados agregados de vastas regiões, o novo modelo foca na escala micro, analisando níveis de quarteirões. Essa abordagem permite que o Poder público direcione recursos e campanhas educativas exatamente onde a vulnerabilidade é maior, protegendo a dignidade da população ao evitar que comunidades fiquem desassistidas durante períodos de alta transmissão.

A pesquisa é coordenada por Mauro César Cafundó de Morais, líder do Laboratório de Clima e Saúde do IPSP —instituição fruto da parceria entre o Instituto Pasteur de Paris e a Universidade de São Paulo. O estudo integra variáveis climáticas, como temperatura e umidade, a indicadores socioambientais locais, incluindo o acesso à água tratada, a coleta de esgoto e a presença de ilhas de calor.

Estratégia de monitoramento

Além da infraestrutura física, o projeto utiliza técnicas de "escuta social" para analisar a percepção pública sobre a vacinação contra a dengue. A análise de tendências em plataformas digitais ajuda a identificar barreiras na adesão às campanhas de imunização, permitindo intervenções mais assertivas na comunicação em saúde.

Os pesquisadores ressaltam que o sistema não monitora indivíduos, mas sim tendências coletivas que impactam a saúde pública. Esta iniciativa, conforme divulgado originalmente pela Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo, representa um avanço técnico na gestão territorial da saúde e no enfrentamento preventivo de doenças tropicais.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário