PEC DA MAIORIDADE PENAL

Hugo Motta define comando de comissão especial que analisará PEC da Maioridade Penal

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados.
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

Comissão especial foi instalada nesta quarta-feira (8/7). A proposta que reduz a idade penal de 18 para 16 anos já foi aprovada pela CCJ e agora terá análise mais aprofundada.

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, decidiu, nesta quarta-feira, 8 de julho de 2026, instalar a comissão especial para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a redução da maioridade penal. A decisão é relevante pois o colegiado terá a tarefa de discutir um tema de grande apelo social e com profundos impactos na dignidade humana e no sistema de justiça, buscando um equilíbrio entre segurança pública e direitos fundamentais. A definição do comando da comissão, com Aluísio Mendes como presidente e Mendonça Filho como relator, confirma um acordo anterior e sinaliza os próximos passos para o avanço da proposta na Casa.

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, com parlamentares da base governista.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta quarta-feira, 8 de julho de 2026, o deputado Aluísio Mendes (Republicanos-MA) como presidente da comissão especial destinada a discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da maioridade penal. A relatoria do colegiado, formalmente criado por Motta na última segunda-feira, 6 de julho de 2026, ficará a cargo de Mendonça Filho (União-PE). Estas escolhas ratificam um compromisso previamente firmado por Motta durante a tramitação da PEC da Segurança Pública.

Em dezembro do ano passado, Mendonça Filho, que também atuou como relator da PEC da Segurança, tentou incluir a redução da maioridade penal no texto dessa proposta, sugerindo inclusive a realização de um referendo para validar tal mudança. Visando destravar a tramitação da PEC da Segurança Pública, Hugo Motta estabeleceu um acordo com líderes partidários e com Mendonça Filho para que o tema da maioridade penal fosse abordado em uma proposição autônoma.

Em maio deste ano, foi noticiado que, poucos dias antes da análise da proposta pela CCJ, Hugo Motta reiterou o compromisso de instalar a comissão especial e indicou que a discussão poderia progredir ainda em 2026. Naquela ocasião, o presidente da Câmara também sinalizou que os deputados Aluísio Mendes e Mendonça Filho assumiriam, respectivamente, a presidência e a relatoria da comissão especial.

A proposta que busca reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos obteve aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em junho deste ano. A comissão especial representa a segunda etapa de análise do texto na Câmara, precedendo sua submissão ao plenário. O colegiado terá a responsabilidade de debater e analisar modificações no conteúdo da PEC, contando com 40 sessões do plenário para a conclusão de seus trabalhos. Caso o prazo se esgote sem a apresentação de um parecer, o presidente da Câmara poderá encaminhar a proposta diretamente para votação pelos deputados.

Conforme o ato normativo assinado por Motta, a comissão especial será composta por 38 membros titulares e um número equivalente de suplentes. Os trabalhos, de acordo com Hugo Motta, têm previsão de início em agosto.

“Esta pauta é um grande apelo da população. A Câmara vai debatê-la com equilíbrio, responsabilidade e ouvindo a todos”, declarou Motta. A PEC está em tramitação na Câmara desde 2015. O texto aprovado pela CCJ contempla a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para todos os tipos de crimes. Contudo, parte das lideranças partidárias defende que a alteração seja restrita a um conjunto específico de infrações penais, em vez de abranger todas as condutas criminosas.

O progresso da proposta ocorre em um contexto de renovadas discussões sobre segurança pública no Congresso Nacional e de pronunciamentos de pré-candidatos que endossam a redução da maioridade penal. A questão também revela divergências dentro da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e entre setores do Congresso associados ao centro e à direita. Historicamente, a pauta figura entre as mais debatidas nas fileiras da esquerda brasileira, que se posiciona contrária à diminuição.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário