SINTOMAS IGUALADOS
Homem descobre tumor cerebral agressivo após confundir tontura com abstinência
Simon Hollister, de 55 anos, buscou ajuda médica após semanas de tontura e falhas de memória. O que parecia efeito colateral de mudança de hábitos revelou um glioblastoma em estágio avançado.
O que parecia apenas um efeito colateral de ter parado de beber virou o começo de uma corrida contra o tempo. Simon Hollister, de 55 anos, acreditou por semanas que as tonturas que sentia durante caminhadas eram consequência do “janeiro sem álcool” que havia decidido fazer para perder peso e melhorar a saúde. No entanto, os sintomas escondiam um diagnóstico devastador: um tumor cerebral agressivo e incurável. Nesta segunda-feira, 22/06/2026, a notícia ganhou repercussão ao expor a importância de não ignorar sinais do corpo.
Pai de dois filhos e morador de Surrey, na Inglaterra, Simon começou a sentir episódios de tontura durante caminhadas diárias de cerca de 13 quilômetros. A princípio, não deu muita importância. Só que, com o passar das semanas, o quadro evoluiu e veio acompanhado de falhas de memória, o suficiente para fazê-lo procurar um médico. O resultado mudou completamente a vida da família.
Tontura e lapsos de memória acenderam o alerta
Segundo relato publicado pela revista People, Simon decidiu mudar a rotina em janeiro de 2025. Além de parar de beber por um mês, ele passou a caminhar todos os dias para tentar emagrecer e recuperar o condicionamento físico. Foi nesse período que começaram os episódios de tontura.
“Eu estava caminhando e, de repente, ficava meio tonto, com a cabeça girando”, contou. Como os sintomas surgiram logo após a mudança de hábitos, ele acreditou que o mal-estar pudesse estar ligado à abstinência de álcool ou ao esforço físico.
O problema é que os sinais não pararam por aí. Simon também começou a ter dificuldade para lembrar palavras simples, o que acendeu um alerta. Preocupado, ele decidiu pagar por uma ressonância magnética particular em fevereiro de 2025. No dia seguinte ao exame, recebeu a ligação que jamais esperava.
“O médico me ligou quase chorando e disse que eu tinha um glioblastoma”, relembrou. O glioblastoma é um tipo de tumor cerebral agressivo, de crescimento rápido, e está entre os cânceres cerebrais mais comuns e mais letais em adultos.
Diagnóstico mudou a vida da família
Após receber o diagnóstico de tumor cerebral, Simon ouviu dos médicos que sua expectativa de vida poderia ser de apenas seis a 12 meses. O impacto foi imediato. Segundo ele, o choque deu lugar rapidamente a uma preocupação prática: como proteger a esposa, Zoë, e os dois filhos diante da possibilidade de não estar mais presente.
Em março de 2025, Simon passou por uma cirurgia para retirada do tumor, mas cerca de 20% da massa permaneceu no cérebro. Depois disso, ele iniciou sessões de quimioterapia e radioterapia para tentar conter o avanço da doença. Mais tarde, começou também um tratamento complementar com Avastin, medicamento usado para retardar a progressão em alguns casos.
Os exames mais recentes trouxeram um misto de alívio e preocupação. O tumor inicial desapareceu, mas os médicos identificaram uma nova lesão, do tamanho de uma ervilha. Agora, Simon tenta reunir recursos para bancar novas terapias privadas e um tratamento experimental, que podem ampliar sua sobrevida.
Campanha tenta arrecadar valor para tratamento
Sem conseguir trabalhar desde o diagnóstico, Simon e a família criaram uma campanha de arrecadação para custear os próximos passos do tratamento. Na página, eles afirmam que já existe um plano terapêutico com potencial de mantê-lo vivo por mais tempo, mas o custo é alto: a meta passa de 100 mil libras esterlinas, o equivalente a mais de R$ 790 mil na cotação atual.
Atualmente, Simon faz uso de Avastin, uma terapia que custa mais de mil libras por mês. Segundo a campanha, o remédio pode ajudar por um período, mas a tendência é que o câncer volte a avançar, exigindo novas abordagens. A esperança da família é que, com a combinação de tratamentos, ele consiga ganhar ao menos mais cinco anos de vida.
Ao compartilhar a história, Simon também fez um alerta para que outras pessoas não ignorem sintomas persistentes. Para ele, insistir em exames foi decisivo. “Se eu não tivesse corrido atrás sozinho, já estaria morto. É simples assim”, afirmou. “Sempre que algo parecer estranho no seu corpo, insista em buscar ajuda.”
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