SAÚDE PÚBLICA PREVENTIVA

Hepatites virais exigem atenção redobrada contra risco de câncer

Frasco de vacina contra hepatite B disponível na rede pública de saúde.
A vacinação contra a hepatite B é um dos pilares para a prevenção de doenças graves na rede pública.

O Ministério da Saúde reforça que o diagnóstico precoce e a vacinação disponível no SUS são as principais estratégias para evitar a evolução da infecção.

O Ministério da Saúde estabeleceu diretrizes fundamentais para o combate às hepatites virais, focando na testagem e na vacinação como pilares para evitar o desenvolvimento do câncer de fígado. Esta estratégia foi reiterada em 20/07/2026, com o objetivo de reduzir o impacto das infecções crônicas que afetam milhões de brasileiros, garantindo que o acesso ao cuidado previna danos irreversíveis ao órgão.

A importância do diagnóstico precoce

As hepatites B e C são infecções silenciosas que frequentemente não apresentam sintomas em suas fases iniciais. A OMS alerta que, quando não tratadas, essas condições podem evoluir para o carcinoma hepatocelular, o tipo mais comum de câncer primário do fígado. O Médico Entrevistado Hugo Mandarino, CRM-MG 101899, destaca que a progressão lenta da doença reforça a urgência de identificar a presença do vírus antes que o fígado acumule lesões graves.

Prevenção e controle

A vacinação contra a hepatite B é a ferramenta de proteção mais eficaz e está disponível gratuitamente na rede pública de saúde. O Técnico Olamir Rossini Junior, CRM-MG 29797S, pontua que a eficácia da imunização deve ser monitorada por meio de exames de sangue que verificam a produção de anticorpos pelo organismo.

No caso da hepatite C, como ainda não há vacina, a recomendação médica é a realização periódica de exames de rastreamento. Além disso, o Ministério da Saúde orienta o uso de preservativos e o não compartilhamento de objetos perfurocortantes, medidas essenciais para interromper a cadeia de transmissão dessas infecções.

Acesso via SUS

Os testes para hepatites B e C são simples, rápidos e acessíveis em toda a rede do SUS. Na Zona da Mata Mineira, a recomendação é que adultos, gestantes e pessoas que passaram por transfusão de sangue antes de 1993 busquem a unidade de saúde mais próxima para realizar o rastreio. Tratar a infecção logo no início, conforme orienta o Ministério da Saúde, é o caminho para evitar a cirrose e garantir qualidade de vida.

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