DEBATE NACIONAL

Haddad acusa Tarcísio de rejeitar ajuda federal no combate ao Comando Vermelho

Fernando Haddad em coletiva ou evento, imagem ilustrativa da notícia
Fernando Haddad durante declaração sobre segurança pública e atuação de Tarcísio de Freitas.

Ex-ministro do PT critica postura do governador de São Paulo sobre PEC da Segurança e cooperação.

O cenário da segurança pública em São Paulo tornou-se palco de um embate político intenso nesta quarta-feira, 06 de maio de 2026. Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda, lançou uma séria acusação contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmando que o líder paulista rejeitou o apoio do governo federal no crucial combate ao Comando Vermelho (CV). A declaração, veiculada nas redes sociais, sublinha a urgência de cooperação entre esferas de governo para proteger a população paulista da crescente influência do crime organizado, impactando diretamente a dignidade e a segurança dos cidadãos que dependem de ações conjuntas e eficazes.

Haddad intensificou as críticas, questionando abertamente as estratégias do governador diante do avanço da facção em São Paulo. "O Comando Vermelho já está em São Paulo e o que Tarcísio está fazendo? O que pode fazer sozinho? Nada. Sozinho não se faz nada. Ele precisa do apoio federal", declarou o petista, ecoando a percepção de muitos sobre a complexidade da luta contra o crime organizado. Ele argumentou que a integração entre órgãos federais e estaduais de segurança é indispensável para um enfrentamento bem-sucedido.

O ex-ministro também direcionou sua crítica à postura de Tarcísio de Freitas em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A medida, defendida pelo governo federal, visa justamente aprimorar a cooperação entre as forças policiais do país. "Um presidente da República se dispõe a trazer para o seu colo o problema da segurança pública e o governador diz não. É um…", complementou Haddad, ressaltando a controvérsia em torno da recusa do apoio federal.

Defendendo a importância da sinergia institucional, Haddad expressou a necessidade de transformar a troca de informações entre a Polícia Federal, os Ministérios Públicos e as polícias estaduais em uma regra permanente. O petista reforçou seu compromisso, afirmando que, caso vença a disputa pelo governo paulista, será um defensor ativo das medidas de integração nacional no setor de segurança pública, visando um combate mais robusto às organizações criminosas.

A controvérsia ganha contornos de um debate já estabelecido. O governador Tarcísio de Freitas havia expressado publicamente suas críticas à PEC da Segurança em 2025, descrevendo a proposta federal como uma "encenação". Este histórico de divergências reforça a complexidade do diálogo entre União e estados em um tema tão vital quanto o combate ao crime organizado, que exige união e estratégias coordenadas para salvaguardar a sociedade.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário