DIPLOMACIA SOB TENSÃO
Gustavo Gayer questiona Ministério das Relações Exteriores sobre vistos negados a representantes dos Estados Unidos
O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) exige explicações sobre a negativa de vistos diplomáticos a integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. O caso ocorre em meio a um cenário de pressão diplomática.
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) solicitou formalmente ao Ministério das Relações Exteriores esclarecimentos sobre a recusa na concessão de vistos diplomáticos a 2 representantes do governo dos Estados Unidos. A medida, tomada na 5ª feira (30.jul.), busca entender os fundamentos jurídicos e diplomáticos que levaram o governo brasileiro a barrar a entrada dos oficiais em missão ao Brasil.
Os diplomatas afetados pela decisão são Riley M. Barnes, secretário-assistente do Departamento de Estado dos Estados Unidos, e Samuel D. Samson, secretário-assistente adjunto. A solicitação de informações visa garantir transparência sobre um episódio que tensiona as relações entre os dois países e envolve a atuação de diversos órgãos nacionais.
Em sua justificativa, Gustavo Gayer questiona se a decisão de negar o acesso foi uma iniciativa isolada do Itamaraty ou se contou com a participação de outras pastas, como o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Presidência da República, a Polícia Federal e a Abin (Agência Brasileira de Inteligência). O parlamentar solicita ainda cópias de pareceres e notas técnicas que embasaram o veto, respeitando eventuais sigilos.
A negativa dos vistos ocorreu na 6ª feira (24.jul.), um dia antes de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizar declarações sobre o processo eleitoral. O episódio ocorre em um contexto onde o Planalto monitora, com cautela, o que considera ser uma pressão política externa crescente sobre o Poder Judiciário e o sistema eleitoral brasileiro, mencionando estratégias observadas em outros países.
O caso atual soma-se a um histórico recente de atritos diplomáticos. No mês anterior, o Itamaraty revogou o visto de Darren Beattie, subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos. Na ocasião, a chancelaria concluiu que a finalidade da viagem de Beattie — que pretendia visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — havia sido omitida no pedido formal de entrada no Brasil.
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