SOBERANIA SOB AMEAÇA

Guilherme Boulos denuncia interferência de Donald Trump na Copa e critica Flávio

O ministro Guilherme Boulos em pronunciamento oficial.
O ministro Guilherme Boulos durante pronunciamento sobre interferências externas.

O ministro Guilherme Boulos aponta ingerência de Donald Trump em decisões da Fifa e acusa o senador Flávio de alinhar interesses estrangeiros ao Brasil.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), denunciou nesta quinta-feira, 09/07/2026, a interferência direta de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em decisões da Copa do Mundo sediada naquele país. A manifestação do ministro visa alertar sobre os riscos de subordinação da soberania brasileira aos interesses do Partido Republicano.

Guilherme Boulos classificou a conduta de Donald Trump como uma ameaça aos princípios de autonomia institucional. Segundo o titular da Secretaria Geral da Presidência, a facilidade com que o governo dos Estados Unidos exerce influência sobre organismos internacionais reflete um perigo iminente para democracias na América Latina.

Ao abordar a política interna, Guilherme Boulos direcionou críticas severas ao senador Flávio e à família de Jair Bolsonaro (PL). Em vídeo divulgado nesta quinta-feira, 09/07/2026, o ministro rotulou o senador como um "bajulador" que buscaria representar as pautas de Donald Trump caso chegue à Presidência do Brasil, comprometendo a independência do país diante das pressões externas.

O ministro sustentou suas alegações citando três eventos específicos ocorridos durante o torneio: a reversão de uma suspensão de um jogador norte-americano após intervenção telefônica de Donald Trump junto a Gianni Infantino, da Fifa; o impedimento de entrada de um árbitro africano em solo norte-americano; e o interrogatório e vistoria do celular do artilheiro da seleção do Iraque em um aeroporto nos EUA.

Enquanto Gianni Infantino nega que as ligações tenham influenciado as decisões da Fifa, Guilherme Boulos reforçou que a postura de Donald Trump deve servir de alerta. O ministro recordou ainda falas recentes do norte-americano sobre o Brasil, inserindo o país na rota de disputa de poder após avanços da extrema-direita no Peru e na Colômbia.

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