VAREJO EM CRISE

Grupo Casas Bahia formaliza recuperação judicial após anos de crise financeira

Fachada de loja da rede Casas Bahia em centro urbano.
Fachada de unidade do Grupo Casas Bahia durante período de reestruturação.

Pedido de socorro financeiro ocorre em meio a juros elevados e dificuldades estruturais que se arrastam desde 2009.

O Grupo Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira (17), buscando reorganizar suas finanças após anos de instabilidade e o fechamento estratégico de unidades. A medida visa sanar o endividamento que se tornou insustentável frente a um cenário macroeconômico desafiador.

Para Lucinda Pinto, analista e editora da CNN Money, a situação reflete um golpe final causado pelos juros altos em uma estrutura fragilizada. A crise do varejo impacta diretamente o consumidor de baixa renda, segmento que enfrenta maior inadimplência e, consequentemente, sofre com a restrição na oferta de crédito, essencial para o giro do negócio.

O histórico de dificuldades remonta a 2009, com a fusão entre a empresa e o Ponto Frio, do GPA. A complexidade de integrar operações, somada à chegada de gigantes como Amazon e Mercado Livre ao Brasil, pressionou a competitividade da rede, que tentou migrar seu perfil de público sem sucesso pleno antes da pandemia.

Embora uma reestruturação tenha sido iniciada em 2023, o descasamento entre o fluxo de caixa e as dívidas de curto prazo mostrou-se fatal. Nem mesmo a entrada da Mapa Capital como acionista, que abateu R$ 1,6 bilhão do passivo, foi suficiente para garantir o acesso a crédito novo em um mercado com taxas de juros que devem permanecer em dois dígitos até 2028, conforme aponta a pesquisa Focus.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário