DECISÃO ACATADA
Greve de caminhoneiros no RN é suspensa temporariamente até domingo, 31
Categoria aguarda resposta do setor empresarial sobre proposta de reajuste salarial. Paralisação pode ser retomada na segunda-feira (1º) caso não haja avanço nas negociações.
A greve dos caminhoneiros no Rio Grande do Norte foi suspensa temporariamente a partir desta quarta-feira, 27 de maio de 2026. A paralisação, que teve início na última segunda-feira, 25 de maio, ficará interrompida até o domingo, 31 de maio, enquanto a categoria aguarda uma resposta do setor empresarial sobre a proposta de reajuste salarial em negociação. O movimento, que bloqueou parcialmente a BR-101 em Parnamirim, impactou o fluxo de veículos na região.
Os trabalhadores reivindicam um reajuste salarial mínimo de 7%, além de melhorias em benefícios como vale-alimentação e plano de saúde. A categoria chegou a pleitear inicialmente 16%, mas o percentual foi reduzido durante as negociações mediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN). Em contrapartida, o setor patronal apresentou uma proposta de reajuste de 4,11%.
Segundo Edson Negrão, presidente do sindicato, novas conversas foram realizadas com representantes das empresas, que devem apresentar uma resposta até a manhã desta sexta-feira, 29 de maio. O período de suspensão da greve será utilizado para articulação com os trabalhadores e avaliação dos próximos passos. Caso não haja um avanço considerado satisfatório e a proposta patronal de 4,11% seja mantida, a categoria admite a possibilidade de retomada da greve a partir da próxima segunda-feira, 1º de junho. "Esse período, até domingo, é o período de me articular com os trabalhadores, e daí na segunda-feira (01) em diante, para que a gente possa fazer uma paralisação de grande proporção não só em Natal e em Partamirim, mas em todo o estado do Rio Grande do Norte, com várias movimentações pelas BR, pelas estradas e também nos estacionamentos e garagens", afirmou Edson Negrão.
Durante a mobilização, o TRT-RN determinou a manutenção mínima de 40% dos serviços essenciais, incluindo o transporte de medicamentos, insumos hospitalares e cargas vivas. As negociações seguem em andamento e ainda não há acordo definitivo entre as partes, o que mantém a possibilidade de novas paralisações.
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