GOVERNO AMERICANO REAGE
Governo Trump rebate Itamaraty e nega hipótese de ação militar no Brasil
Nota do Departamento de Estado classifica como 'absurda' a preocupação brasileira sobre a classificação de facções como terroristas e potenciais implicações para o Brasil, incluindo o uso da força militar.
O governo dos Estados Unidos considerou "absurda" a possibilidade de uma ação militar em território brasileiro, conforme levantado pelo Itamaraty em ofício enviado à Câmara dos Deputados. A manifestação americana surge como resposta à preocupação brasileira com a decisão dos EUA de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em nota oficial encaminhada à CNN, um porta-voz do Departamento de Estado rebateu o documento assinado pelo chanceler Mauro Vieira. O ofício brasileiro, datado de 1º de julho de 2026, alertava sobre os riscos dessa classificação, incluindo potenciais implicações para cidadãos brasileiros e a possibilidade de uso de força militar dos Estados Unidos no Brasil. "Os Estados Unidos estão tomando medidas decisivas, no exercício de sua própria autoridade soberana, para combater narcoterroristas", declarou o porta-voz americano. Ele adicionou que as facções criminosas brasileiras agora operam em território americano, justificando as ações dos EUA em defesa de seu povo. Rebatendo a hipótese de intervenção levantada pelo Brasil, o representante do Departamento de Estado afirmou: "Alegações vagas de intervenção servem, muitas vezes, de pretexto para auxiliar e acobertar alguns dos grupos mais violentos do mundo". O Itamaraty, ao questionamentos da Câmara, argumentou que a classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas pode ter sérias implicações financeiras, migratórias e penais para cidadãos brasileiros. O ministério brasileiro ainda destacou que a cooperação internacional no combate ao crime organizado já é possível com a classificação das facções como organizações criminosas transnacionais, não trazendo benefícios concretos com a nova designação. A CNN buscou contato com o Itamaraty para comentar a declaração do porta-voz do Departamento de Estado, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.
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