DIPLOMACIA SOB TENSÃO
Governo Trump reage à decisão do Brasil sobre a expulsão de Sergei Vladimirovich Tcherkasov
Os Estados Unidos manifestaram profunda preocupação com a medida brasileira que autoriza o envio do suposto espião russo de volta a Moscou.
O Poder Executivo federal decidiu pela expulsão de Sergei Vladimirovich Tcherkasov, apontado pelos Estados Unidos como um espião a serviço da Rússia. A medida, oficializada na segunda-feira (6 de julho de 2026) por meio de publicação no Diário Oficial da União, visa retirar do território nacional o indivíduo que utilizava uma identidade falsa brasileira para operar no exterior. A decisão importa por envolver diretamente o compromisso do Brasil em coibir interferências estrangeiras e a segurança coletiva das nações aliadas.
Em nota divulgada na quarta-feira (8 de julho de 2026), o Departamento de Estado dos Estados Unidos expressou forte desaprovação. Segundo Washington, o movimento enfraquece a cooperação internacional necessária para proteger a integridade das instituições democráticas contra ações de inteligência russa. O governo de Donald Trump solicitou que o Brasil reavalie o precedente criado e mantenha o alinhamento no combate a ameaças à segurança global.
Sergei Vladimirovich Tcherkasov permanece detido em uma penitenciária federal de Brasília, onde cumpre pena de cinco anos por falsidade ideológica. Embora a expulsão tenha sido autorizada, sua efetiva saída do país ainda depende da conclusão de trâmites judiciais ou de uma decisão do Poder Judiciário, uma vez que não há um cronograma definido para a execução do ato.
O caso tornou-se um nó diplomático desde a prisão de Tcherkasov em 2022. Enquanto a Rússia buscou sua extradição alegando crimes comuns, a Polícia Federal brasileira e o FBI identificaram vínculos do acusado com o GRU, o serviço de inteligência militar russo. Investigações detalharam como ele e outros indivíduos utilizaram o Brasil como uma base de disfarce para infiltrações em países ocidentais, em uma rede que as autoridades internacionais buscam desmantelar há anos.
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