FIM DO INCENTIVO
Governo retira subsídio da gasolina na próxima semana, anuncia ministro da Fazenda
Ministro Dario Durigan confirma que a subvenção de R$ 0,44 por litro será encerrada em breve, com base na estabilização dos preços internacionais do petróleo.
O governo brasileiro decidiu retirar o subsídio de R$ 0,44 por litro concedido para conter o preço da gasolina. A decisão foi comunicada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira (1º de julho de 2026). O motivo para o fim do incentivo é a volta dos preços internacionais do petróleo a patamares anteriores à escalada do conflito no Oriente Médio, o que, segundo o ministro, reduz a necessidade de manter medidas emergenciais. Essa mudança importa para os consumidores, que poderão sentir o impacto no valor pago nos postos de combustível.
Em entrevista à Record News, Dario Durigan explicou a lógica por trás da decisão: "O governo brasileiro, quando viu que os preços do petróleo subiram muito, com risco de desabastecimento, agiu rapidamente: colocamos subvenções. Da mesma forma que fui pronto para colocar as medidas de pé em razão dos consumidores, também estou sendo pronto em retirar." A medida segue o anúncio feito na segunda-feira (30 de junho de 2026) pela equipe econômica sobre o início da retirada gradual dos subsídios, que foram criados para mitigar a alta dos combustíveis após a guerra no Oriente Médio.
A primeira ação dessa retirada gradual foi o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, que deixou de valer nesta terça-feira. O ministro detalhou que a equipe econômica acompanha diariamente a evolução dos preços do petróleo e dos combustíveis no mercado interno para definir o encerramento dos demais incentivos. A expectativa é que a subvenção da gasolina seja retirada na próxima semana, conforme anunciado.
A redução das tensões no Oriente Médio, com um acordo parcial de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, contribuiu para a queda do preço do barril do petróleo tipo Brent, que voltou a ser negociado em torno de US$ 70, um nível semelhante ao observado antes do conflito. Apesar das incertezas que a guerra ainda pode gerar, a tendência de queda nos preços internacionais e nacionais tem sido monitorada.
Atualmente, além da subvenção da gasolina que será retirada, ainda permanecem em vigor outras duas medidas: uma destinada ao diesel, de R$ 1,12 por litro. O governo justifica a retirada gradual dos subsídios não apenas pela estabilização dos preços, mas também como uma estratégia para preservar as contas públicas, garantindo a sustentabilidade fiscal em meio a possíveis futuras volatilidades no mercado de energia.
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