DIPLOMACIA E COMÉRCIO
Governo prepara estratégia frente à possível sobretaxa dos Estados Unidos ao Brasil
O Planalto estuda três cenários para responder a uma eventual taxação de 25% imposta pelos Estados Unidos, enquanto tenta agendar reunião de última hora com o USTR.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estruturou três cenários de resposta à possível aplicação de um tarifaço de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, decisão que deve ser oficializada até 15 de julho de 2026. A medida preocupa o Palácio do Planalto pelos impactos diretos na economia nacional e na preservação de postos de trabalho em setores estratégicos da indústria.
No cenário considerado mais provável, o governo planeja uma reação técnica, mantendo as tratativas diplomáticas com Washington e buscando a diversificação de mercados internacionais para reduzir a dependência comercial. Paralelamente, a equipe econômica avalia formular mecanismos de auxílio aos segmentos produtivos que venham a ser prejudicados pela majoração das alíquotas.
Interlocutores do Planalto sinalizaram, nesta terça-feira, 14/07/2026, que a gestão federal também se prepara para uma resposta política caso os Estados Unidos optem por suspender as tarifas citando articulações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nesse caso, a estratégia seria enfatizar a defesa da soberania nacional e associar a pressão comercial a movimentos políticos de Eduardo Bolsonaro, visando neutralizar ganhos eleitorais da oposição.
Até a manhã desta terça-feira, 14/07/2026, o Palácio do Planalto ainda buscava uma reunião virtual de última hora com Jamieson Greer, o Representante Comercial dos EUA (USTR). O objetivo é apresentar contra-argumentos às investigações da 'seção 301', que embasam a ameaça de sobretaxa.
Entre as propostas apresentadas pelo Brasil para evitar o tarifaço, destaca-se a redução tarifária para cerca de 300 linhas de produtos, seguindo as diretrizes da OMC (Organização Mundial do Comércio). Contudo, o governo reafirmou que o Pix é inegociável, mantendo a ferramenta de pagamentos fora de qualquer concessão comercial. O Brasil segue monitorando o prazo final de 15 de julho de 2026 enquanto mantém as frentes de negociação abertas.
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