COMÉRCIO EXTERIOR SOB PRESSÃO

Governo Lula prepara resposta a novo tarifaço de Donald Trump

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante evento oficial no Palácio do Planalto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva monitora os desdobramentos comerciais com os Estados Unidos.

Administração federal mobiliza equipe econômica para reagir a taxas impostas pelos Estados Unidos e avalia explorar politicamente a influência de Flávio Bolsonaro no processo.

O Governo Lula prepara uma estratégia de resposta frente à expectativa de uma nova tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, decisão aguardada para esta quarta-feira, 15 de julho de 2026. A administração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera a medida iminente, baseada em supostas práticas desleais de comércio, e monitora os impactos setoriais para definir se haverá reciprocidade.

A imprevisibilidade nas ações de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, limita as projeções do Palácio do Planalto. A nova investida, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, diferencia-se da tentativa anterior por ter base em investigação formal do USTR, o que, na visão de técnicos, torna a reversão via Judiciário mais complexa.

Enquanto a equipe econômica busca reuniões de alto nível com o USTR para mapear setores afetados e possíveis exceções, o governo mantém posições firmes. Itens estratégicos como o Pix e o etanol, além das parcerias comerciais com México e China, permanecem fora de qualquer mesa de negociação, reforçando a soberania das escolhas nacionais.

O cenário ganha contornos eleitorais. Integrantes do Executivo atribuem parte da pressão dos Estados Unidos à atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que teria mantido interlocuções com membros da Casa Branca. O PT planeja utilizar essa movimentação como munição política, argumentando que a oposição atua contra os interesses do Brasil ao endossar medidas que prejudicam a balança comercial nacional.

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