JUROS DO CONSIGNADO

Governo estuda regra automática para teto de juros do consignado do INSS

Mão segurando calculadora com símbolo de porcentagem.
Empréstimo consignado para aposentados do INSS pode ter nova regra de juros.

Proposta em estudo pela equipe técnica do Ministério da Previdência busca alterar limite de forma automática. Decisão final depende do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), com reuniões agendadas.

Uma proposta para estabelecer uma regra automática de alteração do teto de juros para o empréstimo consignado de aposentados e pensionistas do INSS está em fase de elaboração pela equipe técnica do Ministério da Previdência Social. A decisão sobre a implementação desta nova metodologia, que visa agilizar e tornar mais transparente a definição dos limites, ainda dependerá da aprovação do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS).

O CNPS, um órgão colegiado formado por representantes do governo federal, de aposentados e pensionistas, dos trabalhadores e dos empregadores, tem sua próxima reunião marcada para 28 de julho. É neste fórum que a proposta será levada para debate e votação. A informação foi inicialmente divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo e posteriormente confirmada pelo CNN Money.

Segundo o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, a equipe técnica tem trabalhado para apresentar uma proposta finalizada a tempo da reunião de julho. Ele explicou que a criação de uma regra automática é uma hipótese em discussão. "Mas essas regras não dependem apenas do ministro. Vamos estruturar uma proposta e debater no CNPS. Lá temos um conselho quadripartite, com autonomia para decidir", afirmou Wolney Queiroz ao CNN Money. Essa autonomia do conselho reforça a importância do debate e da negociação entre as diferentes partes representadas.

Atualmente, o teto dos juros para o empréstimo consignado está fixado em 1,85% ao mês. Este valor foi definido pelo CNPS em março de 2025 e se mantém inalterado desde então, um período considerado extenso dada a dinâmica econômica do país.

A discussão sobre a regra automática surge em um contexto de análise para a redução do teto de juros do empréstimo consignado, especialmente para aposentados e pensionistas do INSS. Essa possibilidade ganha força após um ciclo de cortes na taxa Selic promovido pelo Banco Central, indicando uma tendência de queda no custo do crédito.

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