DOAÇÃO HUMANITÁRIA INTERNACIONAL

Governo envia 48 toneladas de leite em pó para socorrer Cuba

Avião da Força Aérea Brasileira carregando mantimentos para Cuba.
Aeronave da FAB durante preparação para transporte de carga humanitária em Canoas (RS).

Ação coordenada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva visa mitigar a insegurança alimentar agravada pela crise energética que assola o país.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou o envio de 48 toneladas de leite em pó para Cuba como resposta humanitária à severa crise de abastecimento enfrentada pela nação caribenha, iniciada após o bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos. A medida, decidida em reunião realizada em 10 de julho de 2026, visa garantir o acesso a itens básicos de nutrição para famílias afetadas pela precariedade dos serviços essenciais.

A operação logística foi deflagrada nesta segunda-feira, 13/07/2026, com a decolagem de uma aeronave da FAB (Força Aérea Brasileira) às 14h10, partindo da Base Aérea de Canoas (RS). A carga inicial de 16 toneladas possui previsão de chegada para 15 de julho de 2026, sendo complementada por um segundo voo com 32 toneladas no dia 14 de julho de 2026.

A articulação envolveu a Agência Brasileira de Cooperação, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, com insumos fornecidos pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). A decisão foi selada em 10 de julho de 2026, durante encontro de Luiz Inácio Lula da Silva com Miriam Belchior (Casa Civil), José Múcio (Defesa), Mauro Vieira (Relações Exterioes) e Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário).

O impacto humanitário desta decisão reflete a continuidade de uma política externa de suporte a países da América Latina em momentos de desastre ou colapso, tal como ocorreu em 2025 frente aos danos causados pelo furacão Melissa, além das assistências prestadas à Venezuela e à Bolívia.

A crise em Cuba é estrutural: Washington impôs, em janeiro de 2026, restrições ao fornecimento de petróleo, o que comprometeu o funcionamento das sete usinas termelétricas do país. Com equipamentos obsoletos, com mais de 40 anos de operação, o sistema elétrico enfrenta falhas contínuas, resultando em apagões generalizados que impedem a conservação de alimentos e prejudicam a vida diária da população.

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