REGRAS DE PREÇO ALTERADAS

Governo endurece regras para preço de novos medicamentos e limita valores acima dos praticados no exterior

Ministro da Saúde discute novas regras de precificação de medicamentos.
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A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) estabeleceu que novos remédios não poderão ter preço superior ao menor valor praticado no exterior. Mudanças em produtos existentes serão mais rigorosamente avaliadas.

Uma nova regra que altera a forma como são definidos os preços de novos medicamentos e de novas apresentações de remédios no Brasil foi publicada pelo governo federal nesta quinta-feira, 29/05/2026. A medida, aprovada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), estabelece um teto para os valores praticados pela indústria farmacêutica no país, impactando diretamente o acesso a tratamentos inovadores e suas variações.

A principal mudança determina que, para precificações baseadas em referências internacionais, o valor proposto pela empresa não poderá exceder o menor preço praticado para o mesmo produto em países selecionados pela CMED. Essa determinação visa proteger a dignidade financeira dos brasileiros, evitando que paguem mais caro por tratamentos que são mais acessíveis em outras nações.

Além disso, a resolução endurece os critérios para classificar um medicamento como inovação incremental. Mudanças meramente estéticas, de embalagem, de nome comercial ou de baixo impacto tecnológico não serão mais consideradas como avanço, exigindo comprovação robusta de benefícios adicionais, como maior eficácia, segurança para o paciente ou redução de custos para o sistema de saúde.

Fabricantes que alegarem vantagens terapêuticas precisarão apresentar documentação rigorosa para comprovar tais alegações. A CMED considerará o grau de inovação e as vantagens terapêuticas em suas análises, e as empresas poderão discutir previamente o racional de preço com o órgão antes da submissão formal do processo, garantindo maior transparência e justiça.

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O menor preço internacional servirá como referência, impedindo que medicamentos cheguem ao Brasil com valores inflacionados. Essa medida busca assegurar que o acesso a tratamentos essenciais seja equitativo, independentemente da localização geográfica.

A fiscalização sobre os valores praticados também foi reforçada. Empresas que comercializarem medicamentos por preços superiores aos autorizados pela CMED estarão sujeitas a sanções previstas na legislação. As novas regras entraram em vigor na data de publicação da resolução, garantindo sua aplicação imediata.

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