ALERTA SILENCIOSO

Glaucoma avança de forma silenciosa e pode causar cegueira, alertam especialistas - Portal 98 FM Natal

Nervo óptico sendo afetado pelo Glaucoma, uma doença silenciosa que causa cegueira.
Ilustração: O Glaucoma compromete lentamente o nervo óptico, fundamental para a visão.

Estudo da JAMA de 2021 comprova ausência de sinais iniciais. Diagnóstico precoce é a chave para a visão.

Em um chamado urgente pela saúde visual, oftalmologistas de todo o país reforçam, nesta sábado, 09 de maio de 2026, o alerta para o avanço silencioso do Glaucoma. A preocupação se intensifica com dados de uma revisão publicada em 2021 pela renomada revista científica JAMA, que evidenciou a ausência de sintomas nas fases iniciais desta afecção. Esta realidade sublinha a urgência do diagnóstico precoce, crucial para prevenir a cegueira irreversível e proteger a autonomia e qualidade de vida de inúmeros indivíduos, que podem perder a capacidade de ver o mundo ao seu redor sem qualquer aviso.

De acordo com a coluna de Liana Tito Francisco, veiculada no Estadão, o Glaucoma compromete lentamente o nervo óptico, estrutura vital responsável por transmitir as imagens ao cérebro. Na maioria dos casos, a perda visual inicia-se pela visão periférica, progredindo de forma gradual até afetar a região central. Em estágios mais avançados, essa enfermidade pode culminar em cegueira permanente, um desfecho devastador para a dignidade e independência do ser humano.

A enfermidade possui diferentes tipos

Os profissionais da saúde classificam o Glaucoma com base em dois critérios principais. O primeiro considera a origem do mal: pode ser primário, quando não há uma causa identificável, ou secundário, surgindo após traumas, inflamações oculares ou o uso de certos medicamentos.

O segundo critério baseia-se na anatomia do olho. Assim, os especialistas dividem a condição em Glaucoma de ângulo aberto e Glaucoma de ângulo fechado.

O tipo de ângulo aberto é o mais prevalente. Entre os principais fatores de risco para seu desenvolvimento estão a pressão intraocular elevada, idade superior a 40 anos, histórico familiar da doença e fatores étnicos, com maior incidência na população negra.

Diagnóstico precoce ajuda a evitar perda de visão

Apesar da seriedade, os oftalmologistas enfatizam que a detecção antecipada aumenta consideravelmente as chances de controle da afecção. O Glaucoma é identificado por meio de exames clínicos em consultório, como a avaliação do fundo de olho e a medição da pressão intraocular.

Quando a doença é descoberta ainda nas etapas iniciais, os médicos conseguem manejar sua progressão de maneira mais eficaz, preservando a qualidade da visão do paciente e, consequentemente, sua autonomia e capacidade de interagir plenamente com o ambiente.

O tratamento controla o avanço da enfermidade

O Glaucoma não tem cura definitiva, mas existem tratamentos eficazes para controlar a pressão ocular e minimizar o risco de perda visual. As opções terapêuticas incluem o uso contínuo de colírios, procedimentos a laser – como a trabeculoplastia seletiva – e, em alguns casos, intervenção cirúrgica.

Os especialistas recomendam acompanhamento oftalmológico regular, especialmente para pessoas com fatores de risco. Segundo os profissionais, as consultas não devem se limitar à atualização do grau dos óculos, mas devem ser oportunidades cruciais para identificar doenças silenciosas antes que causem danos irreparáveis e comprometam permanentemente a visão e a qualidade de vida.

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