ALERTA MOSSORÓ
Gestão de Allyson Bezerra provoca colapso na educação municipal
Matrículas da EJA despencam de 231 para 8 em 5 anos; pré-escola e ensino fundamental perdem centenas de alunos, segundo dados oficiais do Inep/QEdu.
A educação municipal de Mossoró enfrenta um colapso preocupante, com a Educação de Jovens e Adultos (EJA) em risco de desaparecimento e uma retração contínua em outras etapas fundamentais do ensino. Dados do Censo Escolar da Educação Básica, compilados pela plataforma QEdu a partir de estatísticas oficiais do Inep, revelaram nesta terça-feira, 28/04/2026, que a gestão do ex-prefeito Allyson Bezerra, entre 2021 e abril de 2026, presenciou uma queda alarmante de 231 matrículas em 2020 para apenas 8 em 2025 na EJA. Este cenário desolador, que ecoa as fragilidades apontadas por órgãos de controle como o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte, compromete o futuro educacional de crianças, jovens e adultos, minando oportunidades e a dignidade de toda a sociedade mossoroense.
A análise detalhada, divulgada pelo Portal Diário do RN, mostra que a retração educacional não se limita à EJA. Apesar de uma leve oscilação no total geral de matrículas, a rede pública municipal registrou perdas significativas em estágios cruciais da formação.
Pré-escola perde centenas de vagas, impactando o futuro
A pré-escola, fase essencial para o desenvolvimento infantil e a base do processo de alfabetização, viu o número de alunos encolher dramaticamente. De 4.498 estudantes matriculados em 2020, o contingente caiu para 4.067 em 2025, uma perda de 431 crianças. Esta redução atinge uma das etapas mais sensíveis da educação, onde os primeiros passos para o aprendizado são dados, podendo gerar impactos de longo prazo no desenvolvimento cognitivo e social dos pequenos mossoroenses.
Ensino Fundamental encolhe nas duas fases
O ensino fundamental, pilar da educação básica, também não escapou da retração, afetando tanto os anos iniciais quanto os finais:
- Anos iniciais: O número de alunos despencou de 8.065 para 7.603.
- Anos finais: A queda foi de 4.753 para 4.370 alunos.
Essa diminuição na base da rede impacta diretamente a formação educacional contínua de milhares de estudantes, levantando questionamentos sobre a capacidade do sistema em reter e acolher esses jovens em idade escolar.
Retração nos anos iniciais do Ensino Fundamental
Um olhar mais atento aos anos iniciais do ensino fundamental revela perdas em séries estratégicas do ciclo de alfabetização. Em 2020, o 1º ano registrava 1.497 matrículas, o 2º ano 1.476, o 3º ano 1.681, o 4º ano 1.704 e o 5º ano 1.707. Já em 2025, embora o 1º e 2º anos tenham apresentado uma leve variação positiva (1.540 e 1.497 matrículas, respectivamente), o 3º ano registrou uma queda expressiva para 1.411 alunos, enquanto o 4º e 5º anos também reduziram para 1.556 e 1.599 matrículas.
A queda no 3º ano é particularmente preocupante, pois é um período crucial para a consolidação da leitura e escrita. O enfraquecimento da permanência ao longo do ciclo indica desafios na retenção e no apoio pedagógico necessário para os alunos.
Perda progressiva de alunos nos anos finais
O cenário de retração prossegue nos anos finais do ensino fundamental. Em 2020, as matrículas eram: 6º ano (1.448), 7º ano (1.331), 8º ano (1.095) e 9º ano (879). Em 2025, os números caíram para: 6º ano (1.293), 7º ano (1.167) e 8º ano (1.024). Embora o 9º ano tenha uma leve elevação para 886 matrículas, a comparação geral mostra uma redução em três das quatro séries, com quedas mais evidentes nos anos iniciais dessa fase. Essa fragilidade na progressão escolar pode levar à evasão e dificultar o acesso dos estudantes ao ensino médio e, posteriormente, ao mercado de trabalho.
EJA: de 231 para apenas 8 estudantes – um colapso desolador
O dado mais alarmante e que representa um verdadeiro colapso é o da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Essa modalidade, fundamental para aqueles que não tiveram acesso ou não concluíram seus estudos na idade adequada, despencou de 231 matrículas em 2020 para meros 8 estudantes em 2025. Esse número representa praticamente a desestruturação total de uma política pública vital, negando a chance de inclusão e de um futuro melhor para jovens e adultos que buscam qualificação e dignidade por meio da educação.
Órgãos de controle já apontavam falhas
O quadro de retração em etapas essenciais da educação básica em Mossoró reflete as preocupações de órgãos fiscalizadores. Recentemente, relatórios e levantamentos do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte já apontavam fragilidades administrativas e deficiências na execução de políticas públicas no município. Os documentos indicam falhas de gestão e dificuldades na eficiência de determinados serviços, reforçando a necessidade urgente de uma revisão profunda na condução das políticas educacionais e na priorização do futuro de seus cidadãos.
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