GOVERNO EXIGE APURAÇÃO
Geraldo Alckmin: "Caso Master é grave e precisa ser apurado, doa a quem doer"
Vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que governo não interfere na Polícia Federal e defendeu rigor nas investigações sobre o escândalo que envolve mais de R$ 60 bilhões.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) classificou o Caso Master como grave nesta quarta-feira, 01/07/2026, e reafirmou a necessidade de o escândalo ser apurado, independentemente das consequências. Em entrevista à CNN Brasil, Alckmin declarou que o governo não interfere no trabalho da Polícia Federal (PF).
"Lamentavelmente, o Caso Master são mais de R$ 60 bilhões que precisam ser apurados com absoluto rigor", afirmou o vice-presidente, em resposta a questionamentos sobre o alcance das investigações na base do governo.
A declaração ocorre após a 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 19 de junho, que teve como alvo o então líder do PT no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Segundo a PF, foram identificados indícios de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, por meio de familiares e estruturas societárias.
O caso gerou alerta dentro do PT, especialmente na chamada "República da Bahia", onde o partido detém o poder há cinco gestões consecutivas. A investigação levanta o temor de que o alcance se estenda a nomes influentes do partido, como Rui Costa e o atual governador Jerônimo Rodrigues, ambos do PT.
Nomes como Sidônio Palmeira, marqueteiro do presidente Lula (PT), e Éden Valadares, ligado à comunicação do partido, também compõem o grupo político baiano.
Jaques Wagner, que deixou a liderança do Senado na última semana, mantinha contato com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master, que era responsável pelas operações financeiras e envio de benefícios ao político. A relação entre os dois, iniciada por volta de 2017 e 2018, teria se consolidado em negócios.
Na época, Jaques Wagner era Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia, durante o governo de Rui Costa. Ele conduziu a privatização da Ebal (Empresa Baiana de Alimentos), estatal que controlava a rede de supermercados "Cesta do Povo". Augusto Lima venceu a licitação e criou uma operação de crédito consignado, que se tornou a base de seus negócios, o Cartão Cesta.
A apuração é supervisionada por Lucas Schroeder.
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