GREVE NACIONAL GARI
Garis do RN paralisam atividades em seis cidades em protesto por regulamentação da profissão
A coleta de lixo e os serviços de limpeza urbana foram afetados nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, em seis municípios do Rio Grande do Norte. A paralisação nacional busca pressionar pela aprovação do Projeto de Lei 4146/2020.
A coleta de lixo e os serviços de limpeza urbana foram impactados nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, em seis municípios do Rio Grande do Norte, com o início de uma paralisação nacional dos garis. A mobilização, que ocorre em diversos estados, tem como principal pauta a aprovação do Projeto de Lei 4146/2020, que visa regulamentar a profissão e estabelecer direitos específicos para a categoria. A decisão de paralisar foi tomada em conjunto pelas lideranças sindicais e trabalhadores em todo o país, motivada pela urgência em garantir o reconhecimento legal e melhores condições de trabalho. A relevância desta paralisação reside na interrupção de um serviço essencial para a saúde pública e a dignidade das cidades, evidenciando a necessidade de atenção às demandas dos profissionais.
No Rio Grande do Norte, a paralisação afeta Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Extremoz, Ceará-Mirim e Mossoró. Em Natal, um ato simbólico ocorreu na manhã desta segunda-feira em frente à Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana), situada na Rua Dr. Mário Negócio, no bairro das Quintas. A paralisação, que iniciou às 6h, mantém 40% do efetivo em atividade, em conformidade com a Lei de Greve. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação, Higienização e Limpeza Urbana do Rio Grande do Norte (Sindlimp-RN) informou que sua sede permanecerá fechada durante a mobilização, com a direção acompanhando as ações diretamente ao lado dos trabalhadores.

O Sindlimp-RN explicou que a mobilização busca pressionar o Congresso Nacional pela aprovação do projeto de lei que trata da regulamentação da profissão. "É uma mobilização nacional pela aprovação do PL 4146, que garante piso salarial, aposentadoria especial e o reconhecimento do trabalho insalubre para quem cuida da limpeza urbana", afirmou o sindicato. A entidade destacou que os trabalhadores enfrentam condições adversas diariamente, sujeitos a sol, chuva e riscos, sem que parte de suas reivindicações tenha sido transformada em lei. "Quem recolhe o lixo, varre as ruas e cuida das praças enfrenta sol, chuva e risco todos os dias. Mesmo assim, ainda espera um direito básico: ser reconhecido por lei."
A paralisação nacional deve continuar até que o projeto de lei avance no Congresso. O Sindlimp-RN reforçou seu compromisso com a luta da categoria no Rio Grande do Norte, ressaltando: "Sem gari, a cidade para. E o Brasil precisa enxergar isso." O Projeto de Lei 4146/2020, ainda em tramitação, estabelece regras claras para os trabalhadores da limpeza urbana, definindo como atividades da categoria a coleta de resíduos domiciliares e de serviços de saúde, a conservação de áreas públicas, varrição de calçadas e sarjetas, e o encaminhamento de lixo para tratamento. A proposta fixa jornada semanal de 40 horas, um piso salarial nacional equivalente a dois salários mínimos mensais com reajuste anual, adicional de insalubridade em grau máximo (40% do salário-base) e prevê a concessão de aposentadoria especial aos profissionais. A decisão é passível de recurso e de negociação junto ao Congresso Nacional. O sindicato alertou para a possibilidade de interrupções ou redução dos serviços de coleta de lixo nos municípios atingidos. Até o momento, não havia um balanço oficial sobre os impactos específicos nos serviços de limpeza urbana.
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