ROUBO NA ESCOLA
Gaeco desvenda fraude milionária na merenda de Blumenau
Operação Arbóreo revela esquema de R$ 3,6 milhões em propina na alimentação escolar. Contrato de 2022 foi rescindido em 2026.
Nesta quinta-feira, 07 de maio de 2026, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Arbóreo em Blumenau, Santa Catarina. A ação mira um sofisticado esquema de fraude na merenda escolar, que desviou mais de R$ 3,6 milhões em propina. Este crime atinge diretamente a nutrição de crianças e adolescentes da rede pública, comprometendo a qualidade de vida e a esperança de um futuro mais justo para a população da terceira cidade mais populosa de Santa Catarina.
A investigação revela que os pagamentos ilícitos aconteciam em residências de investigados, no estacionamento da prefeitura e até em supermercados, demonstrando a audácia dos envolvidos. Esta é a segunda operação do Gaeco no dia 07 de maio de 2026 contra a corrupção na Prefeitura de Blumenau e a terceira em apenas dois dias. Pela manhã, o órgão já havia focado na contratação de segurança e vigilância após um trágico ataque a uma creche da cidade. Na quarta-feira, 06 de maio de 2026, outra ação desvendou licitações irregulares em obras dos terminais do município.
A Prefeitura de Blumenau, em nota, afirmou que as duas operações realizadas nesta quinta-feira, 07 de maio de 2026, investigam contratos firmados pela gestão anterior, encerrada em 2024. A administração atual garante colaboração transparente com as investigações, reforçando seu compromisso com a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos.
A Operação Arbóreo, batizada em alusão ao ingrediente principal da merenda, expôs um conluio estável entre agentes públicos de primeiro e segundo escalão municipal e representantes de uma grande empresa do setor alimentício. O contrato sob análise foi selado em abril de 2022, mas o município o rescindiu em janeiro de 2026, após as evidências virem à tona.
O Gaeco detalha que a propina era sistemática: 3% sobre cada pagamento feito pela prefeitura à empresa. Os investigados monitoravam em tempo real a quitação das faturas. Assim que o pagamento se confirmava, um dos operadores viajava ao Paraná, sede da empresa, para recolher o dinheiro em espécie. Posteriormente, os responsáveis se encontravam para redistribuir os valores, buscando manter a discrição.
Para o Ministério Público, os crimes apurados incluem corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e organização criminosa. Trata-se de um duro golpe contra a malversação de fundos públicos que deveriam garantir o futuro de crianças e jovens.
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