CERCO AO CRIME
Gaeco desarticula 'piratas do asfalto' que aterrorizavam passageiros no PR
Operação prende dois suspeitos e apreende veículos de grupo que perseguia ônibus de turismo; criminosos faziam reféns e roubavam bens em rodovias do Paraná.
Uma operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Maringá, no Norte do Paraná, desarticulou um perigoso grupo de "piratas do asfalto", especialistas em roubos violentos a ônibus de turismo. Nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, a ação resultou na prisão de duas pessoas e no cumprimento de mandados de busca e apreensão, visando coibir a atuação criminosa que aterroriza passageiros nas rodovias paranaenses e devolver a sensação de segurança a quem viaja.
Os indivíduos detidos, cujos nomes não foram divulgados por questões de privacidade e sigilo investigativo, são suspeitos de fornecer apoio logístico essencial ao esquema. Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), eles disponibilizavam imóveis para guardar carros batedores, resgatavam comparsas após os crimes e providenciavam veículos blindados e armamentos para os assaltos.
O grupo agia com um sincronismo meticuloso, conforme detalhado pelo MP. Eles realizavam perseguições veladas e sistemáticas a ônibus de turismo por centenas de quilômetros, mapeando o trajeto para identificar o local ideal para o ataque. Essa tática de vigilância e emboscada transformava as viagens em momentos de grande apreensão e risco para os passageiros.
Além das prisões, a operação desta segunda-feira incluiu o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, quatro de busca pessoal e três ordens para apreender veículos utilizados nos crimes. A apreensão desses automóveis é crucial para desmantelar a infraestrutura de apoio dos criminosos e para a produção de provas no inquérito.
Um dos casos atribuídos ao grupo ocorreu em 8 de março, na PR-444, próximo a Arapongas. Naquela ocasião, os criminosos simularam uma abordagem policial para forçar a parada de um ônibus. Três assaltantes armados invadiram o veículo e obrigaram o motorista a seguir para uma estrada rural em Bom Sucesso.
O terror durou aproximadamente três horas para 40 passageiros, que voltavam de compras realizadas em Foz do Iguaçu e em cidades da Argentina. Eles foram feitos reféns e tiveram todos os produtos adquiridos, além de seus bens pessoais, roubados. A violência e a impotência diante da situação deixaram marcas profundas nas vítimas.
Após o roubo, em uma tentativa de apagar vestígios e dificultar a investigação, os criminosos espalharam o conteúdo de um extintor de incêndio pelo interior do ônibus, buscando impedir a coleta de impressões digitais e outros materiais genéticos.
A ação do Gaeco representa um passo importante na luta contra a impunidade e na proteção dos cidadãos que dependem das estradas para o turismo e comércio. A investigação prossegue para identificar e responsabilizar todos os envolvidos neste esquema criminoso.
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