G7 ATUA NA PROTEÇÃO INFANTIL

G7 exige que gigantes da tecnologia protejam crianças online e abordem riscos da IA

Dirigentes do G7 e convidados em foto oficial.
Foto de família da cúpula do G7 em Evián, na França, com a participação de líderes de diversas nações.

Líderes mundiais cobram de empresas de tecnologia ferramentas mais seguras para menores na internet. A cúpula também discutiu os impactos da inteligência artificial e outras questões globais.

Na quarta-feira, 17 de junho de 2026, as maiores economias do mundo reunidas no G7 emitiram um forte apelo às gigantes da tecnologia. O grupo exige o desenvolvimento e a implementação de ferramentas eficazes para garantir a segurança e a adequação etária das experiências de crianças e adolescentes no ambiente digital. A decisão surge em um momento de crescente preocupação com os efeitos da inteligência artificial (IA) e seu potencial impacto na infância.

O apelo foi formalizado ao final de uma cúpula de três dias em Evian, na França. O encontro, que reuniu líderes do G7 e representantes do Brasil, Coreia do Sul, Egito, Índia e Quênia, incluiu um almoço de trabalho com executivos de empresas de IA de diversas regiões, como América do Norte, Europa, Índia e Japão. A declaração conjunta visa estabelecer um padrão de responsabilidade para as plataformas digitais.

Os Estados Unidos, alinhados com parceiros como Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido, reforçam o compromisso com a proteção de menores nas redes sociais. Medidas drásticas já estão em discussão em alguns países: o Reino Unido, por meio de seu primeiro-ministro Keir Starmer, anunciou a possibilidade de proibir menores de 16 anos de usar redes sociais. A França também considera ações similares, refletindo a urgência do tema.

A iniciativa busca preservar a dignidade e o bem-estar dos jovens, protegendo-os dos perigos inerentes a um ambiente online muitas vezes desregulado. A percepção de que as redes sociais podem ser prejudiciais para os mais jovens ganhou força, impulsionando a necessidade de ação coordenada.

Dirigentes do G7 e convidados reunidos.
Cúpula do G7 em Evian, França, com a participação de líderes e representantes de países convidados.

Apesar do consenso na proteção infantil, as nações divergem em pontos cruciais como a tributação e a regulamentação do setor de tecnologia. A cúpula também contou com a presença de Dario Amodei, diretor da Anthropic, empresa de IA cujos modelos avançados tiveram acesso temporariamente restringido nos EUA por questões de segurança nacional. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ressaltou a importância de uma parceria sólida entre EUA e UE em IA, garantindo segurança e acesso a modelos de ponta.

Outras pautas importantes marcaram a reunião. O presidente Lula, do Brasil, defendeu que transições energética e digital não reforcem desigualdades históricas. O G7 comprometeu-se a reduzir a dependência da China por minerais críticos e a criar uma rede portuária até novembro para combater o narcotráfico. Além disso, os líderes celebraram um acordo hipotético entre EUA e Irã sobre o fim da guerra no Oriente Médio como uma 'oportunidade histórica', aumentando a pressão sobre a Rússia para encerrar o conflito na Ucrânia.

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