GUERRA NA UCRÂNIA
G7 anuncia novo fôlego na guerra da Ucrânia e reforça apoio militar a Kiev
Líderes do G7 reconhecem resiliência ucraniana e prometem ampliar fornecimento de armamentos e defesa aérea, em um momento considerado crucial para o conflito.
O G7 declarou nesta quarta-feira, 17/06/2026, que a guerra na Ucrânia vive um "novo momento", prometendo acelerar o envio de sistemas de defesa aérea, interceptores e capacidades de longo alcance a Kiev. A decisão, tomada em declaração conjunta pelos sete países mais a União Europeia, reconhece a "resiliência e os avanços da Ucrânia no campo de batalha nos últimos meses" e considera a extensão de licenças para ampliar a produção militar ucraniana. O movimento visa fortalecer a capacidade defensiva do país em um momento estratégico do conflito, com potencial impacto direto na soberania e integridade territorial ucraniana. Os líderes do bloco também sinalizaram disposição para intensificar as sanções contra o petróleo e o gás russos, justificando a medida como necessária para "avançar com medidas adicionais". Essa ação está atrelada a um acordo mediado pelo presidente Trump, que conta com o apoio do G7 para a reabertura do estreito de Hormuz. A decisão representa um elogio à diplomacia americana no Oriente Médio e um aviso direto a Moscou, buscando fechar o cerco econômico. Em relação ao Irã, o G7 saudou o memorando de entendimento entre Washington e Teerã, anunciado em 14 de junho, como uma "oportunidade no Oriente Médio" obtida sob a liderança do presidente Trump e com apoio de países mediadores. O grupo reafirmou que o Irã "nunca deverá obter uma arma nuclear" e espera um "acordo diplomático robusto e abrangente", que contemple suas atividades balísticas e regionais. O G7 formalizou, ainda, o apoio a uma iniciativa multinacional liderada pela França e Reino Unido para garantir a retomada do tráfego marítimo no estreito de Hormuz, protegendo navios mercantes e auxiliando na remoção de minas. O comunicado também abordou a situação no Líbano, onde o G7 apoia um cessar-fogo imediato e esforços para o desarmamento do Hezbollah. Em relação a Gaza, os líderes prometeram "acelerar os esforços humanitários e de reconstrução", buscando mitigar o sofrimento da população civil. No Indo-Pacífico, o G7 reiterou a oposição a "tentativas unilaterais de alterar o status quo" no Mar da China Oriental, Mar da China Meridional e no Estreito de Taiwan. O grupo também exigiu da Coreia do Norte a resolução "imediata" da questão dos sequestros de cidadãos japoneses, ocorrida entre as décadas de 1970 e 1980. Um trecho final do comunicado menciona a Cúpula de Convergência para o Crescimento, realizada em 11 de junho, convocada pelo presidente Macron, com a participação da China como interlocutor direto. A declaração final contou com as assinaturas dos sete membros plenos do G7 (Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido) e da União Europeia. Os países convidados, incluindo o Brasil, não participaram da discussão do comunicado. Nesta quarta-feira (17), a agenda do presidente Lula em Évian inclui uma sessão de trabalho com membros do G7, parceiros, FMI e OCDE sobre "crescimento econômico equilibrado, compartilhado e sustentável". Posteriormente, ele participará de um almoço de trabalho sobre inteligência artificial, reunindo líderes políticos e executivos do setor. Estão previstas ainda possíveis reuniões bilaterais e, ao fim dos trabalhos em Évian, Lula viajará para Genebra para se reunir com o secretário-geral da Interpol.
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