CRISE POLÍTICA
Futuro de Jorge Messias na AGU sob avaliação após veto do STF
Ministro tira férias de duas semanas a partir de 13 de maio de 2026 e considera deixar o cargo, apesar do pedido de Lula para permanecer.
Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), entrou em período de férias de duas semanas, nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026. A decisão, que se segue à rejeição de seu nome para o Supremo Tribunal Federal (STF), marca um momento de profunda reflexão para o ministro, que avalia sua permanência na pasta e lança incertezas sobre o futuro da gestão de uma das mais importantes instituições jurídicas do governo. Sua saída, caso se confirme, teria um impacto significativo na estrutura do Poder Executivo, sendo que o presidente Lula já o aconselhou a evitar decisões precipitadas.
O afastamento, que se estende até 25 de maio, marca o "período de silêncio" mencionado por Messias a seus aliados. Pessoas próximas sugerem que ele delegue tarefas rotineiras, permitindo-lhe um tempo para ponderar sobre seu futuro. A informação foi veiculada pela Folha de São Paulo.
A possibilidade de deixar o posto surgiu na mesma noite em que seu nome não foi aprovado pelo Congresso para uma vaga no STF. Na ocasião, o ministro sinalizou a intenção ao presidente Lula no Palácio da Alvorada.
O presidente Lula, contudo, expressou confiança em Messias, pedindo que ele reconsiderasse qualquer decisão apressada e insistindo em sua permanência na AGU. Aliados defendem que a rejeição não teve caráter pessoal, mas foi um reflexo das complexas dinâmicas políticas e da correlação de forças existentes no Congresso no momento da votação.
A orientação interna é para que Messias evite os holofotes, garantindo que a atenção pública e da imprensa se mantenha focada nos julgamentos cruciais do STF, e não em sua situação pessoal. Uma aparição no plenário, neste contexto, poderia desviar o foco de matérias jurídicas relevantes.
Essa estratégia ficou evidente na semana seguinte à rejeição, quando o STF deliberou sobre o modelo de distribuição dos royalties do petróleo. Messias se ausentou, e a Advocacia-Geral da União foi representada por Andrea Dantas, que fez a sustentação oral, com um memorial assinado pelo substituto Flávio José Roman.
Na ocasião, a AGU defendeu veementemente a manutenção das regras vigentes, alertando para um impacto financeiro anual de R$ 9 bilhões em perdas para a União, caso houvesse mudanças. O documento também destacou o risco de governos serem compelidos a restituir valores já recebidos, um cenário que poderia desestabilizar orçamentos estaduais e municipais.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário