VERBA DE CAMPANHA

Fundo Eleitoral do PL dispara 205,6% e lidera recursos para 2026

Gráfico mostrando o aumento do Fundo Eleitoral do PL entre 2022 e 2026.
O Fundo Eleitoral do PL saltou 205,6% desde 2022 e liderará a verba para as eleições de 2026.

A sigla bolsonarista receberá R$ 881,7 milhões. PT e União Brasil ficam em segundo e terceiro lugares, respectivamente, na distribuição de recursos do Tribunal Superior Eleitoral.

{"blocks":[{"key":"13g2a","type":"paragraph","data":{"text":"O Fundo Eleitoral destinado ao PL (Partido Liberal) registrou um crescimento expressivo de 205,6% desde 2022, posicionando a sigla como a principal beneficiária de recursos para as eleições de 2026. O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro assegurou R$ 881,7 milhões, um aumento substancial em relação aos R$ 288,5 milhões recebidos há quatro anos. A decisão, anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral, distribuirá um total de R$ 4,96 bilhões, e o PL controlará 17,77% dessa verba. Essa alocação reflete o poder eleitoral consolidado pelas legendas após o pleito de 2022, favorecendo partidos que expandiram suas representações no Congresso Nacional e que, por consequência, terão maior capacidade financeira para financiar campanhas futuras."}},{"key":"42b5d","type":"paragraph","data":{"text":"O PT (Partido dos Trabalhadores), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, figura em segundo lugar, com R$ 615,4 milhões, o que representa 12,4% do total do fundo. Em 2022, a legenda havia recebido R$ 503,4 milhões. A União Brasil aparece em terceiro, com R$ 526,2 milhões (10,61%). A sigla sofreu um recuo significativo em comparação a 2022, quando liderou a distribuição com R$ 782,5 milhões, após a fusão entre DEM e PSL."}},{"key":"e6f7g","type":"paragraph","data":{"text":"Outros partidos também tiveram suas cotas definidas: o PSD receberá R$ 421 milhões (8,49%), seguido pelo PP com R$ 417,1 milhões (8,41%), e o MDB, com R$ 400 milhões (8,10%). Em contrapartida ao expressivo crescimento do PL, partidos com forte histórico político viram suas verbas diminuírem consideravelmente. O União Brasil, por exemplo, encolheu R$ 256,3 milhões de seu orçamento para campanhas. O PSDB também registrou uma queda de R$ 172,1 milhões, mais de 50% de seu montante anterior. PSB e PDT sofreram reduções de R$ 116,6 milhões e R$ 84,1 milhões, respectivamente, reflexo direto da diminuição de suas bancadas no Congresso Nacional."}},{"key":"h8i9j","type":"paragraph","data":{"text":"A concentração de recursos é notável, com PL, PT e União Brasil somando R$ 2,023 bilhões, o equivalente a 40,78% de todo o Fundo Eleitoral. Ao incluir PSD e PP, os cinco maiores partidos passam a deter R$ 2,86 bilhões, correspondendo a 57,67% dos recursos disponíveis para as eleições de 2026. Na outra extremidade, legendas como Rede, Agir, Mobiliza, UP (Unidade Popular) e Missão receberão o valor mínimo previsto em lei, R$ 3,3 milhões cada. O Novo, após alterar seu estatuto para permitir o uso de fundos públicos, terá R$ 37 milhões (0,75%). O montante destinado ao PL é 267 vezes superior ao recebido pelas siglas contempladas com a cota mínima, evidenciando uma disparidade significativa no financiamento eleitoral."}}]}

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