AMEAÇA À SEGURANÇA

Funcionário derruba drone com explosivos em aeroporto da Alemanha

Policial com roupa de proteção examina área próxima à pista do Aeroporto de Leipzig/Halle.
Polícia trabalha no Aeroporto de Leipzig/Halle após incidente com drone carregado de explosivos. Foto: REUTERS/Axel Schmidt

Ação evitou tragédia em Leipzig/Halle após identificação de Semtex no artefato. Investigação aponta nível inédito de sofisticação em ataques híbridos.

Um drone equipado com explosivos foi interceptado no aeroporto de Leipzig/Halle, na Alemanha, após a rápida reação de um colaborador do terminal. O incidente, ocorrido na quarta-feira (5), marca um alerta inédito para as autoridades sobre a vulnerabilidade de infraestruturas críticas frente a novas táticas de ataque.

O artefato, que voava próximo a uma aeronave ucraniana, foi derrubado por um funcionário que, em um ato intuitivo, utilizou um chute para atingir o equipamento. Informações preliminares indicam que o drone não explodiu no momento do impacto devido ao desprendimento prévio do detonador. Posteriormente, especialistas da Polícia Federal da Alemanha realizaram a desativação da carga, composta por Semtex, um explosivo plástico de uso militar.

O caso é tratado pelo governo como um ataque híbrido, inaugurando um patamar superior de ameaça. Na sexta-feira (7), o Conselho Nacional de Segurança, liderado pelo chanceler federal Friedrich Merz, reuniu-se para discutir medidas de resposta. A Procuradoria-Geral Federal assumiu o comando das investigações na quinta-feira (6), tratando a ocorrência como uma tentativa grave de comprometer a segurança nacional.

Especialistas alertam para a sofisticação da operação, que utilizava baterias adicionais e contava com um possível segundo aparelho em altitude para monitoramento. Nico Lange, do Instituto para Análise de Risco e Segurança Internacional, ressaltou que a falha do ataque ocorreu por sorte, dada a ausência de sensores eficientes para detectar drones de baixa altitude e velocidade na Alemanha.

Diante do cenário, parlamentares divergem sobre o reforço na proteção. Thomas Röwekamp, da CDU, defende a centralização das competências de segurança aérea no Ministério do Interior, enquanto outros legisladores apontam para a necessidade de cooperação estratégica entre os órgãos já existentes. A possibilidade de acionamento do artigo 4 da Otan chegou a ser sugerida, embora as autoridades mantenham cautela quanto à atribuição de responsabilidade oficial pelo ato.

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