AGROPECUÁRIA COBRA MAIS RECURSOS

Frente Parlamentar da Agropecuária pede R$ 27 bilhões para equalização de juros no Plano Safra

Ministro André de Paula e deputado Pedro Lupion em reunião sobre Plano Safra.
O ministro André de Paula e o presidente da FPA, Pedro Lupion, se reuniram para discutir o Plano Safra.

Em reunião com o ministro André de Paula, a FPA solicitou a ampliação para R$ 27 bilhões e criticou o modelo atual do programa, que inclui recursos privados.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) solicitou, em reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, na terça-feira, 9 de junho de 2026, a ampliação dos recursos para equalização de juros no Plano Safra para R$ 27 bilhões. O pedido visa garantir taxas de juros mais acessíveis aos produtores rurais, diante do cenário de custos elevados, juros de mercado altos e crescente endividamento no setor.

O mecanismo de equalização de juros é crucial para o crédito rural, pois cobre a diferença entre os juros de mercado e o que os produtores efetivamente pagam em seus financiamentos. Atualmente, o valor destinado a essa equalização é de aproximadamente R$ 13,5 bilhões, montante considerado insuficiente pela FPA para as necessidades do próximo ciclo.

A bancada ruralista também manifestou críticas ao modelo atual do Plano Safra, em vigor desde 2025, por incorporar recursos privados ao cálculo total anunciado pelo governo. A inclusão de operações via CPR (Cédula de Produto Rural) dificulta, segundo a FPA, a comparação com os montantes oficiais de crédito disponibilizados e pode mascarar a real necessidade de aporte público.

Em meio a dificuldades que afetam o acesso dos agricultores ao crédito, a FPA defendeu, durante o encontro com o ministro André de Paula, a criação de uma linha emergencial de custeio para o próximo ciclo. A preocupação da bancada é que o endividamento rural existente não prejudique a efetividade do Plano Safra.

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), ressaltou a importância de manter o Plano Safra desassociado das discussões sobre dívidas rurais. Segundo o Mapa, o anúncio oficial do novo programa está previsto para 1º de julho. Embora os bancos tenham demandado cerca de R$ 200 bilhões em crédito rural, o governo avalia as limitações orçamentárias para atender toda a solicitação, com a expectativa de superar os aproximadamente R$ 113 bilhões liberados no ciclo atual.

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