ALERTA DIGITAL MÁXIMO

Fraude online assusta brasileiros, revela Fórum de Segurança

Imagem mostra um celular com aviso de renovação de CNH, alertando sobre golpes digitais e fraudes.
Renovação automática da CNH é usada como isca em golpe digital. — Foto: Redes sociais/ Reprodução

83,2% da população temem golpes digitais, superando roubo à mão armada. 26,3 milhões de vítimas em 12 meses.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com o Datafolha, divulgou neste domingo, 10 de maio de 2026, o relatório “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança”. Este estudo revela uma mudança alarmante na percepção de risco dos brasileiros: ser vítima de golpe digital tornou-se o principal temor para 83,2% da população, superando até mesmo o medo de roubo à mão armada. O levantamento expõe a vulnerabilidade de milhões de cidadãos, com 26,3 milhões de vítimas nos últimos 12 meses, e sublinha um desafio crítico para a segurança pública e a dignidade social. O dado, divulgado nesta segunda-feira, 11/05/2026, integra o estudo que aponta o medo de fraudes financeiras via internet ou celular com um índice tecnicamente empatado com o receio de roubo à mão armada (82,3%) e de ser morto durante um assalto (80,7%). A pesquisa, que detalha os principais gatilhos de insegurança no país, ilustra um cenário onde a ameaça digital se equipara, ou até excede, as preocupações com a violência física urbana.

Os temores que afligem os brasileiros:

  • Ser vítima de um golpe e perder dinheiro pela internet ou celular: 83,2%;
  • Ser roubado(a) à mão armada: 82,3%;
  • Ser morto durante um assalto: 80,7%;
  • Ter o celular furtado ou roubado: 78,8%;
  • Ser roubado ou assaltado na rua: 78,6%;
  • Ser vítima de bala perdida: 77,5%;
  • Ter sua residência invadida ou arrombada: 76,1%;
  • Ser assassinado: 75,1%;
  • Ser vítima de agressão sexual: 66,2%;
  • Ter sua aliança ou outra joia arrancada em um assalto: 65,3%;
  • Ser agredido fisicamente pela escolha política ou partidária: 59,6%;
  • Andar pela sua vizinhança depois de anoitecer: 47,6%;
  • Ser vítima de agressão física pelo parceiro íntimo ou ex: 42,2%.
O relatório destaca que os golpes digitais também se consolidaram como o crime mais frequente vivenciado pelos brasileiros nos últimos 12 meses, afetando cerca de 15,8% da população com 16 anos ou mais – um total impressionante de 26,3 milhões de vítimas. Essa cifra revela a dimensão do problema e o impacto direto na vida financeira e emocional dos indivíduos.

Vitimização nos últimos 12 meses:

  • Vítima de golpe/perdeu dinheiro via internet/celular: 15,8%;
  • Teve algum familiar ou conhecido assassinado: 13,1%;
  • Fraude/desvio de recursos em apps bancários ou PIX: 12,4%;
  • Foi ou teve conhecido vítima de bala perdida: 9,7%;
  • Teve o celular furtado ou roubado: 8,3%;
  • Foi roubado ou assaltado na rua: 6,5%;
  • Familiar ou conhecido morto durante assalto: 6,2%;
  • Foi roubado(a) à mão armada: 3,8%;
  • Agredido fisicamente por parceiro íntimo ou ex: 3,8%;
  • Teve sua residência invadida ou arrombada: 3,6%;
  • Agredido fisicamente por escolha política/partidária: 2,2%;
  • Teve aliança ou outra joia arrancada em assalto: 1,7%;
  • Foi vítima de agressão sexual: 1,4%;
A distribuição da vitimização digital mostra um padrão diretamente ligado à inserção financeira e ao porte dos municípios. A incidência cresce conforme a classe econômica sobe, atingindo 21,8% nas Classes A/B, 16,3% na Classe C e 10,2% nas Classes D/E. Em relação ao porte urbano, o crime é mais frequente em grandes centros, alcançando 19,2% de vitimização em cidades com mais de 500 mil habitantes, contra 12,7% em municípios de até 50 mil. Um dos maiores desafios para a segurança pública é a subnotificação massiva dos golpes. Estima-se que apenas 8,2% dos casos de vitimização digital cheguem ao conhecimento das autoridades por meio de boletins de ocorrência de estelionato. Essa “cifra oculta” não apenas subestima a real extensão do problema, mas também alimenta a percepção de impunidade e a baixa confiança nas instituições, perpetuando o ciclo de vulnerabilidade. A falta de registro impede que políticas eficazes de combate e prevenção sejam implementadas, deixando milhões de cidadãos à mercê de criminosos digitais.

MAIS detalhes sobre a pesquisa:

A pesquisa “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” foi realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 9 e 10 de março de 2026. Com abrangência nacional, o estudo entrevistou 2.004 pessoas em 137 municípios. A margem de erro geral para o total da amostra é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. O levantamento fornece um panorama detalhado da percepção do medo e da vitimização criminal no Brasil, servindo como um valioso instrumento para a compreensão dos desafios da segurança pública no país.

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