DESCOBERTA EM MONTANA
Fóssil de 66 milhões de anos revela hábitos de caça do T-Rex
Crânio de Edmontossauro com dente incrustado permite reconstruir ataque de Tiranossauro como uma cena de crime pré-histórica.
Um crânio de Edmontossauro preservado por 66 milhões de anos revelou detalhes cruciais sobre a cadeia alimentar do período Cretáceo, confirmando o comportamento predatório do Tiranossauro. A descoberta, detalhada em 14 de julho de 2026, oferece evidências raras de uma interação violenta entre espécies, permitindo aos cientistas compreender melhor a dinâmica de sobrevivência desses gigantes.
A investigação foi conduzida por especialistas da Universidade de Montana, nos EUA, e da Universidade de Alberta, no Canadá, com resultados publicados na revista científica PeerJ. O espécime está atualmente exposto no Salão dos Chifres e Dentes (Hall of Horns and Teeth) do Museu das Montanhas Rochosas (Museum of the Rockies), em Montana, EUA.
O achado é considerado um marco científico pela raridade. Conforme explicou Taia Wyenberg-Henzler, doutoranda da Universidade de Alberta, a presença do dente cravado no focinho da presa funciona como uma pista forense. "Encontrar um dente incrustado em um crânio nos permite identificar com precisão o predador e a vítima, agindo como investigadores de cenas de crime do Cretáceo", afirmou em comunicado oficial.
A análise, que incluiu o uso de tomografias computadorizadas, descartou outros carnívoros da Formação Hell Creek, confirmando que o Tiranossauro foi o responsável pelo ataque. O curador de paleontologia do Museu das Montanhas Rochosas, John Scannella, destaca que a ausência de sinais de cicatrização no osso sugere que o Edmontossauro estava morto ou em seus momentos finais de vida durante o impacto.
Este fóssil, localizado originalmente em 2005 na Formação Hell Creek, encerra anos de debates acadêmicos sobre a natureza da alimentação do T-Rex, consolidando o entendimento de sua atuação ativa como predador sobre herbívoros como o Edmontossauro e o Triceratops.
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