FISCALIZAÇÃO DO MERCADO

Flávio Dino cobra fortalecimento da CVM após nova fase da Operação Carbono Oculto

Foto de Flávio Dino, ministro do STF, em destaque.
Ministro Flávio Dino atua em caso que envolve fundos de investimento e suspeitas de lavagem de dinheiro.

Ministro do STF, Flávio Dino, solicitou manifestação das partes sobre plano emergencial para reestruturar a fiscalização, após suspeitas de lavagem de dinheiro.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira, 28/05/2026, que a nova fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada na manhã de hoje, reforça a urgência de ampliar os mecanismos de fiscalização do mercado financeiro. A decisão, tomada em despacho proferido na tarde desta quinta-feira, aborda suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) e demanda o fortalecimento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), do Banco Central (BC) e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Após a União apresentar um plano emergencial para reestruturar a fiscalização da CVM, o ministro determinou que as partes do processo se manifestem, em até cinco dias úteis, sobre a proposta do governo federal. Somente após a apresentação dos pareceres o ministro deverá deliberar sobre o tema. Flávio Dino realizou, ao longo deste mês, audiências públicas sobre o caso e afirmou que a situação da CVM pode ter favorecido a facilidade das fraudes investigadas no Caso Master, impactando a segurança e a integridade do sistema financeiro e a confiança dos investidores.

Conforme mostrou o Metrópoles, a CVM encaminhou ao Ministério da Fazenda uma proposta com 22 medidas para um plano emergencial de reestruturação de sua atividade fiscalizatória. O pacote inclui ações para ampliar a capacidade operacional da autarquia, com a criação de forças-tarefa para reduzir o estoque de processos, reforço no quadro de pessoal e contratação temporária de servidores. Também estão previstas medidas para modernizar a infraestrutura tecnológica, com investimentos em computação em nuvem, plataformas de dados e ferramentas de inteligência artificial voltadas à supervisão e ao julgamento de processos. Entre as propostas, a autarquia também sugere ampliar o alcance da fiscalização sobre o mercado, com foco na indústria de fundos de investimento e no combate a irregularidades, visando proteger a dignidade do pequeno investidor e a saúde econômica do país.

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