DIÁLOGO RESTRITO

Flávio defende Bolsonaro e critica decisão de Moraes sobre suspensão de visitas

Flávio Bolsonaro, senador pelo PL-RJ, em postagem na rede social X.
O senador Flávio Bolsonaro em foto de arquivo.

Senador alega perseguição política após Supremo Tribunal Federal proibir encontros com Jair Bolsonaro por 90 dias, prazo que alcança o primeiro turno das eleições.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou seu descontentamento e posicionou-se em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem classificou como um "injustiçado" e um "homem censurado". O posicionamento foi compartilhado pelo parlamentar em seu perfil na rede social X em 14 de julho de 2026, com o objetivo de sensibilizar sua base de apoio sobre o atual cenário de restrições enfrentado pelo pai.

A declaração ocorreu um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a suspensão por 90 dias das visitas de Flávio ao ex-presidente. A medida judicial impõe um distanciamento físico que pode perdurar até o encerramento do primeiro turno das eleições, impactando diretamente o convívio familiar e a articulação política próxima ao pleito.

Na fundamentação da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes citou a divulgação de uma carta política de Jair Bolsonaro realizada por Flávio em 11 de julho de 2026. Segundo o magistrado, o ato sugere um possível descumprimento das normas que proíbem o ex-presidente de utilizar perfis de terceiros para comunicação pública. A defesa foi intimada a prestar esclarecimentos adicionais sobre o episódio.

Em sua publicação, Flávio utilizou uma narrativa afetiva para humanizar a imagem de Jair Bolsonaro, destacando hábitos cotidianos e a ausência de uso do cartão corporativo durante o período em que ocupou a Presidência. O senador busca consolidar sua pré-candidatura à Presidência enquanto enfrenta o isolamento judicial imposto pela Corte.

O caso movimenta o cenário político, com aliados de Flávio criticando a decisão de Alexandre de Moraes e estabelecendo comparações com episódios históricos envolvendo Lula, enquanto figuras da oposição, como Lindbergh, pedem medidas mais rigorosas e Caiado ironiza a condução política do grupo.

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