GOVERNO TRUMP PROPÕE TARIFAS

Flávio Bolsonaro pediu a Trump que evitasse tarifa sobre produtos brasileiros

Senador Flávio Bolsonaro se reúne com o presidente Donald Trump na Casa Branca.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), em reunião na Casa Branca.

Senador afirmou ter defendido empresas brasileiras em reunião nos EUA. Governo Trump propôs sobretaxa de 25% sobre produtos nacionais, em decisão que ainda cabe recurso.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta terça-feira, 02 de junho de 2026, ter solicitado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), que se abstenha de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida, que visa investigar o Brasil em questões comerciais, foi anunciada pelo governo norte-americano e representa um ponto de tensão nas relações bilaterais.

A intervenção do senador ocorreu durante uma reunião com Trump na Casa Branca, realizada na semana anterior à declaração. Flávio Bolsonaro relatou ter defendido os interesses de empresas brasileiras, argumentando que um futuro governo no Brasil estaria mais alinhado aos interesses dos Estados Unidos. Ele mencionou setores como o agronegócio, o Pix e o etanol como áreas de potencial colaboração.

A proposta de sobretaxa, apresentada pelo USTR (Representante Comercial dos EUA), abrange temas diversos, incluindo comércio digital, o sistema de pagamentos instantâneos Pix, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e o combate ao desmatamento ilegal. A decisão final ainda não é definitiva, pois o processo inclui uma fase de consulta pública nos EUA, com recebimento de comentários até 1º de julho de 2026 e audiência pública agendada para 6 de julho.

Flávio Bolsonaro expressou otimismo quanto à possibilidade de negociação, sugerindo que o período até a possível entrada em vigor da tarifa em julho oferece uma janela para que o governo brasileiro, sob a liderança de Lula, defenda os interesses nacionais e valorize o agronegócio.

Em outro ponto da agenda de sua visita aos EUA, o senador declarou ter solicitado ao presidente Trump a inclusão do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) na lista de organizações classificadas pelos Estados Unidos como "terroristas". Contudo, o governo norte-americano posteriormente negou que a declaração do senador tenha influenciado a decisão sobre a lista dessas organizações.

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