ARTICULAÇÃO POLÍTICA
Flávio Bolsonaro defende Valdemar Costa Neto após bloqueio de bens
O senador questionou a atuação do STF e da PF após o bloqueio de R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto por suposto uso indevido de emendas.
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta sexta-feira, 10/07/2026, o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL (Partido Liberal). A medida judicial visa apurar supostas fraudes na destinação de verbas públicas por meio de emendas parlamentares, um movimento que intensificou o embate político entre aliados do ex-presidente e o atual governo.
Em resposta à decisão, o senador Flávio Bolsonaro (RJ) saiu em defesa do dirigente partidário. Por meio de suas redes sociais, o parlamentar classificou a ação como uma "lamentável" tentativa de constranger adversários políticos. Ele afirmou ter convicção de que Valdemar Costa Neto prestará todos os esclarecimentos necessários e sustentou que a articulação política junto a deputados é uma função natural de um presidente de partido.
A investigação, que teve origem na Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025, aponta que Valdemar Costa Neto teria utilizado servidores da Câmara dos Deputados para registrar emendas em nome de parlamentares, conferindo aparência de legalidade a indicações que teriam partido de um não detentor de mandato eletivo. A decisão do ministro Flávio Dino impõe restrições severas ao patrimônio do investigado enquanto o inquérito segue em curso.
A defesa de Valdemar Costa Neto, representada pelos advogados Marcelo Luiz Ávila de Bessa e Thiago Lôbo Fleury, manifestou surpresa com o decreto judicial. Em nota oficial, os defensores argumentam que a decisão parte de "premissas frágeis" e representa uma "indevida criminalização da atividade político-partidária". Os advogados ressaltam ainda que a Procuradoria-Geral da República foi contrária às medidas cautelares e afirmam que buscarão os meios judiciais cabíveis para reverter o bloqueio e provar a inocência do dirigente.
Como parte dos desdobramentos, o ministro Flávio Dino determinou que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), apresente em até dez dias documentos detalhados sobre as emendas parlamentares sob suspeita. O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, cabendo recurso da defesa para questionar a fundamentação da cautelar imposta.
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