PIX NA MIRA
Flávio Bolsonaro defende Pix em audiência e pede exclusão de disputa comercial com EUA
Senador e pré-candidato à Presidência argumenta que sistema brasileiro de pagamentos instantâneos ampliou inclusão financeira e não prejudica empresas americanas. O Pix é investigado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), defendeu nesta terça-feira, 07/07/2026, o Pix durante uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). O parlamentar afirmou que o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos não compete com instituições americanas e solicitou que o mecanismo fique fora da disputa comercial entre os dois países.
A audiência foi convocada para debater a possibilidade de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com o Pix figurando entre os temas da investigação comercial conduzida pelo governo americano.

Em um pronunciamento de aproximadamente cinco minutos, Flávio Bolsonaro sustentou que o Pix promoveu a inclusão financeira no Brasil sem afetar empresas americanas do setor de pagamentos.
"O Pix não é um problema a ser corrigido. É uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros — especialmente os mais pobres — para a economia formal. Esse avanço também beneficiou diretamente empresas americanas, já que o volume de transações processadas por cartões de pagamento emitidos por bandeiras dos Estados Unidos continuou crescendo paralelamente à ampla adoção do Pix, uma vez que essas empresas prestam serviços que se complementam, e não competem com o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos", declarou o senador.
Antes da audiência, Flávio Bolsonaro apresentou um documento de 86 páginas às autoridades americanas, solicitando a suspensão do chamado "tarifaço" e a exclusão do Pix da investigação comercial entre Brasil e Estados Unidos.
Governo brasileiro enviou observadores
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu, de última hora, enviar representantes da Embaixada do Brasil em Washington para acompanhar a audiência. Segundo o Palácio do Planalto, a presença dos diplomatas visava apenas monitorar os argumentos apresentados, sem interferir na estratégia de negociação governamental.
De acordo com o governo, as negociações com os Estados Unidos, que se estendem por cerca de um ano, ainda não apresentaram avanços significativos, o que o Planalto atribui à motivação política de parte da Casa Branca.
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