CRIME E JUSTIÇA

Flávio Bolsonaro afirma que diferença entre roubo e latrocínio é mínima e defende maior rigor na prisão de ladrões de celular

Senador Flávio Bolsonaro em evento.
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou do Veja Fórum Rumos do Brasil em São Paulo.

Senador e pré-candidato à Presidência critica presidente Lula e defende aumento de penas e vagas no sistema prisional. Ele argumenta que a distinção entre roubo e latrocínio é de 'fração de segundo'.

Na segunda-feira, 15 de junho de 2026, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), declarou que a diferença entre um roubo de celular e um latrocínio, que é o roubo seguido de morte, é mínima, resumindo-se a uma “fração de segundo”. A afirmação foi feita durante o Veja Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo, onde o parlamentar também criticou a postura do governo federal na área de segurança pública.

Flávio Bolsonaro expressou discordância com a abordagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que “Não dá para concordar com um presidente da república que passa a mão na cabeça de quem rouba celular dizendo que é para tomar uma cervejinha”. O senador argumentou que a mínima distinção temporal entre os crimes não justifica a impunidade.

Em resposta a questionamentos sobre suas propostas para a segurança pública, caso eleito, Flávio Bolsonaro citou o aumento de penas contra criminosos, já previsto na Lei Antifacção, como um passo inicial. Ele defendeu que os juízes levem em conta a reincidência criminal dos acusados durante a audiência de custódia para a decisão sobre a manutenção da prisão.

O senador também abordou a questão da superlotação do sistema carcerário brasileiro. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça de sexta-feira, 12 de junho de 2026, o Brasil enfrenta uma taxa de superlotação de 161,7% nos presídios, com um déficit de 298.875 vagas, e defendeu a criação de 500.000 novas vagas para atender à demanda.

Flávio Bolsonaro reiterou críticas ao presidente Lula por não classificar organizações como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como grupos terroristas. "Eu defendo os brasileiros, o Lula defende os bandidos brasileiros", declarou o senador, enfatizando sua posição.

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