CRIME ORGANIZADO

Flávio Bolsonaro acusa Lula de proteger cartéis brasileiros nos EUA

Flávio Bolsonaro discursando em conferência nos EUA, com bandeiras ao fundo, em meio a acusações contra o governo Lula.
O senador Flávio Bolsonaro durante seu discurso na Conservative Political Action Conference (CPAC) nos Estados Unidos.

Parlamentar fez declaração em conferência conservadora, citando lobby pesado contra classificação de PCC e CV como terroristas.

Neste fim de semana, durante a edição de 2026 da CPAC (Conservative Political Action Conference) nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro proferiu uma grave acusação contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar alegou que a gestão atual teria empregado "lobby pesado" junto a conselheiros americanos para impedir que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), as duas maiores facções criminosas do Brasil, fossem classificados como organizações terroristas pelos Estados Unidos. A declaração, feita em solo internacional, joga luz sobre as tensões na política externa brasileira e as estratégias de combate ao crime organizado, com potencial impacto direto na segurança dos cidadãos e na imagem do país perante a comunidade global.

Flávio Bolsonaro, que também se posiciona como pré-candidato à presidência da República, usou a tribuna da conferência conservadora para atacar veementemente a política externa brasileira. Ele declarou que o presidente de seu país "faz lobby na América para proteger organizações terroristas que oprimem meu povo e exportam armas, lavam dinheiro e exportam drogas para os Estados Unidos e o mundo".

A menção do senador faz eco a notícias veiculadas anteriormente. Segundo o jornal The New York Times, o governo dos Estados Unidos tem, de fato, avaliado a possibilidade de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, o que traria implicações significativas para a cooperação internacional no combate a essas facções.

Em seu discurso, Bolsonaro expandiu as críticas, afirmando que, com o retorno de Lula à presidência, o "Brasil está vivendo outra crise econômica devastadora, uma crise de segurança pública com expansão enorme de cartéis narcoterroristas, e múltiplos escândalos de corrupção envolvendo até membros da própria família do Lula".

O senador concluiu sua fala projetando um futuro político ambicioso. Ele prometeu que, caso vença as eleições, o povo brasileiro terá "novamente um presidente que luta contra interesses das elites globais, contra a agenda ambiental radical, contra a agenda woke que destrói famílias, contra cartéis de drogas, e acima de tudo, luta pela liberdade e valores tradicionais". As declarações de Flávio Bolsonaro, carregadas de tom eleitoral e ideológico, reacendem o debate sobre a influência de grupos criminosos e a resposta do Estado brasileiro e da comunidade internacional.

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