FUTEBOL E GESTÃO
Fifa estuda ampliar Copa do Mundo para 64 seleções a partir de 2030
A proposta de Gianni Infantino visa democratizar o acesso ao torneio, com impacto direto na organização logística da Copa de 2030, que será sediada por seis países.
A Fifa colocou em debate a possibilidade de expandir a Copa do Mundo para 64 seleções a partir da edição de 2030, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento do futebol em regiões de menor tradição competitiva, conforme anunciado pelo presidente Gianni Infantino em 13/07/2026. A medida, que ainda passará pelo crivo dos comitês da entidade, busca garantir que nações de todos os continentes tenham chances reais de qualificação e participação.
A intenção foi revelada em entrevista ao veículo suíço Bluewin, onde o dirigente reforçou que o projeto é uma resposta à necessidade de incentivar seleções fora do eixo Europa e América do Sul. Segundo Infantino, a democratização do acesso é fundamental para elevar o nível técnico global, impedindo que o esporte fique restrito a um grupo limitado de países.
A avaliação positiva da atual Copa do Mundo, a primeira com 48 participantes, serve de base para o estudo da nova mudança. O presidente destacou que o desempenho de seleções da África, com nove representantes chegando ao mata-mata, prova que a expansão gera resultados competitivos imediatos. “Todas as nações devem poder sonhar em disputar uma Copa do Mundo”, pontuou o dirigente.
Caso a alteração seja oficializada pela Fifa, o impacto prático será sentido na estrutura da Copa do Mundo de 2030. Com o torneio já planejado para ocorrer em Uruguai, Argentina, Paraguai, Marrocos, Portugal e Espanha, uma ampliação para 64 equipes permitiria que a fase de grupos fosse distribuída de forma mais abrangente nos países-sede sul-americanos, que hoje possuem apenas jogos inaugurais garantidos.
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