CUSTO DA CONSTRUÇÃO CAI
FGV Ibre: Custo da construção desacelera em maio, mas confiança se mantém em patamar de pessimismo
INCC-M sobe 0,77% em maio, menor que os 1,04% de abril. Confiança da construção fica em 92,6 pontos.
O ritmo de alta nos custos da construção diminuiu em maio. Nesta terça-feira, 26/05/2026, a Fundação Getulio Vargas (FGV), por meio do seu Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), divulgou dados que apontam para essa desaceleração. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) registrou uma elevação de 0,77% no mês, um índice inferior aos 1,04% observados em abril. Essa variação impacta diretamente o planejamento e a viabilidade de novos projetos no setor, além de influenciar o orçamento das famílias que buscam construir ou reformar.
A moderção na velocidade de aumento dos preços foi impulsionada principalmente pela categoria de Materiais, Equipamentos e Serviços. Este grupo, que havia apresentado uma alta de 1,35% em abril, passou a registrar 1,02% em maio. Dentro dessa categoria, o encarecimento de Materiais e Equipamentos desacelerou de 1,40% para 1,08%, enquanto os Serviços apresentaram uma elevação menor, caindo de 0,97% para 0,50%. Essa notícia pode trazer um alívio pontual para empresas e consumidores que dependem desses insumos.
A variação referente à Mão de Obra também contribuiu para a desaceleração geral, registrando 0,43% em maio. Este percentual é inferior aos 0,61% verificados no mês anterior, indicando uma estabilização ou menor pressão nos custos com trabalhadores do setor.
Apesar da desaceleração nos custos, o Índice de Confiança da Construção (ICST) se manteve em 92,6 pontos. Este patamar é classificado pela FGV Ibre como de pessimismo moderado entre os empresários do ramo, demonstrando que a cautela prevalece apesar do alívio pontual nos preços. A confiança do setor é um termômetro importante para a geração de empregos e para o aquecimento da economia.
O cenário de confiança é reflexo da combinação entre o Índice de Situação Atual (ISA-CST) e o Índice de Expectativas (IE-CST). O ISA-CST apresentou uma leve melhora, subindo 0,6 ponto para 92,3 pontos. Contudo, o IE-CST registrou uma queda de 0,8 ponto, atingindo 92,9 pontos. Essa divergência sugere que, embora a situação atual seja percebida como razoável, as expectativas para o futuro enfrentam desafios.
Segundo a FGV, a retração nas expectativas dos empresários está ligada ao ambiente de negócios atual, que é marcado pela escassez de mão de obra qualificada e pelo contínuo aumento dos custos operacionais. Esses fatores combinados criam um cenário de incerteza que afeta as decisões de investimento e expansão no setor da construção civil.
*Reportagem com supervisão de Jenifer Ribeiro.
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