IMPACTO ECONÔMICO GIGANTE

FGV aponta que um data center de 100 MW pode adicionar R$ 1,5 bilhão ao PIB brasileiro

Representação visual de um grande data center com servidores.
Um único data center de 100 Megawatt (MW) pode gerar impactos socioeconômicos expressivos no Brasil.

Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) detalha os benefícios de um único empreendimento de 100 Megawatt (MW), incluindo geração de empregos e renda em diversos setores da economia.

Um único data center com capacidade de 100 Megawatt (MW) pode injetar R$ 1,5 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e gerar R$ 590 milhões em renda do trabalho. Esses valores refletem o impacto econômico significativo de tais empreendimentos, abrangendo desde a construção civil até o comércio e serviços de engenharia, conforme revelado em um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A pesquisa, intitulada "Potenciais Impactos Socioeconômicos da Consolidação do Brasil como Hub Internacional de Infraestrutura Digital na Era da Inteligência Artificial", também aponta que a implementação de um data center demanda um investimento total de R$ 25 bilhões. Desse montante, R$ 5 bilhões são destinados à infraestrutura pelo operador e R$ 20 bilhões à computação, incluindo servidores e GPUs. Durante a fase de implantação, estimada entre 18 e 36 meses, espera-se a criação de aproximadamente 12.560 empregos diretos e indiretos em toda a cadeia produtiva.

Com a entrada em operação, cerca de 15% desses postos de trabalho são mantidos de forma permanente. As descobertas foram detalhadas nesta quinta-feira, 09/07/2026, em Brasília (DF), em um evento que reuniu o Instituto Livre Mercado (ILM), a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), a Brasscom, a Dig.IA e o Movimento Brasil Competitivo (MBC).

A análise econômica ressalta que, para cada R$ 1 milhão investido em data centers, são gerados cerca de R$ 350 mil em renda do trabalho. Desse total, R$ 259 mil se referem a salários diretos no setor, enquanto R$ 91 mil são remunerações nos setores fornecedores. É importante destacar que o ganho salarial se estende para além dos profissionais de TI, beneficiando trabalhadores da construção, transporte, comércio, alimentação e outros serviços.

O estudo também identificou que para o Brasil consolidar sua posição como hub digital, é crucial a integração entre hardware, software, conectividade e energia. O avanço da inteligência artificial impulsiona a demanda por capacidade computacional, exigindo o fortalecimento da cadeia produtiva e do ecossistema tecnológico, que envolve fornecedores, inovação e qualificação de mão de obra.

"Os hubs digitais mais competitivos são aqueles que combinam escala, energia confiável e competitiva, conectividade robusta e coordenação institucional. O Brasil possui vantagens estruturais importantes, mas ainda enfrenta desafios relacionados a assimetrias regionais, escassez de talentos e a necessidade de maior integração entre políticas tecnológicas, energéticas e industriais", conclui o relatório.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário