RESPIRO NO BOLSO
FGTS será usado para quitar dívidas, diz ministro Durigan
Medida no programa Desenrola 2.0 terá regras específicas e percentual limitado. Proposta vai a Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira, 28 de abril de 2026.
O Governo Federal, por meio do ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, a intenção de permitir o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a quitação de dívidas. A medida, integrada ao programa Desenrola 2.0, visa oferecer uma nova e crucial alternativa para milhões de brasileiros endividados, buscando aliviar o peso da inadimplência e restaurar sua dignidade financeira.
A proposta, que faz parte da segunda fase do programa de renegociação de débitos, ainda se encontra em estágio final de elaboração. Segundo Dario Durigan, a utilização dos recursos do FGTS será autorizada, mas com diretrizes bem definidas e limitações claras, garantindo um uso responsável e focado no objetivo de desendividamento.
O ministro fez questão de esclarecer que o saque não terá caráter livre. Haverá um percentual máximo permitido para a utilização desses valores, e o montante retirado será direcionado exclusivamente para o pagamento das dívidas incluídas no âmbito do programa Desenrola 2.0. Essa restrição visa assegurar que o dinheiro do trabalhador seja efetivamente empregado na regularização de sua situação financeira, e não para outros fins.
As diretrizes finais da iniciativa serão apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira, 28 de abril de 2026. A expectativa do governo é finalizar os últimos ajustes após uma série de reuniões com representantes de bancos e especialistas da área econômica. O anúncio oficial das medidas, que podem transformar a realidade financeira de muitas famílias, é aguardado para ainda esta semana.
Durigan também destacou que houve um consenso significativo sobre a proposta, alcançado após encontros produtivos com fintechs e diversas instituições bancárias. Ele ressaltou a importância do diálogo com o setor financeiro na construção de um modelo robusto para o programa, que busca ampliar as ferramentas para a renegociação de dívidas e, consequentemente, diminuir os alarmantes índices de inadimplência no país.
Esta iniciativa representa um passo estratégico do Governo Federal para fortalecer a economia doméstica e permitir que os cidadãos retomem o controle de suas finanças, abrindo caminho para um futuro com mais estabilidade e menos preocupações com débitos acumulados.
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