DECISÃO DE IMPACTO
Federação de Futebol do Irã recorre à FIFA contra restrições de viagem na Copa do Mundo
Entidade alega que regras impostas pelos Estados Unidos afetam a preparação da seleção iraniana para o torneio, que ocorre entre o México e os EUA.
A Federação de Futebol do Irã anunciou nesta sexta-feira, 19/06/2026, que apresentará uma reclamação formal à FIFA. A decisão visa contestar as restrições de viagem impostas à seleção iraniana durante a Copa do Mundo. A equipe enfrenta dificuldades significativas para se deslocar entre o México, sede principal, e os Estados Unidos, país que sediará seus três jogos da fase de grupos.
Devido a incertezas quanto à obtenção de vistos e ao conflito diplomático entre o Irã e os Estados Unidos, as autoridades americanas estipularam que os jogadores iranianos só poderão entrar no território americano até 24 horas antes das partidas e deverão deixar o país no mesmo dia dos jogos. Essa medida compromete a dignidade e a paridade de condições esperadas em um evento esportivo global.
O técnico Amir Ghalenoei classificou a situação como uma desvantagem considerável para sua equipe, declarando que o Irã se tornou a seleção "mais oprimida" do torneio. A Federação de Futebol do Irã reforça que tais restrições "não estão de acordo com os princípios de oferecer condições iguais às equipes participantes e podem afetar a preparação técnica da seleção".
O planejamento original da delegação iraniana previa a chegada às cidades dos jogos com dois dias de antecedência e o retorno à base no dia seguinte, garantindo melhores condições físicas e técnicas. No entanto, "para o jogo de estreia contra a Nova Zelândia, esse pedido não foi aprovado", informou a entidade.
A restrição já impactou a preparação para a partida de abertura contra a Nova Zelândia, que terminou em empate por 2 a 2. A seleção iraniana tem os próximos compromissos contra a Bélgica, neste domingo (21), em Los Angeles, e encerra a fase de grupos diante do Egito, em Seattle, no dia 27. A expectativa é de um posicionamento da FIFA e do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos sobre o caso.
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