ATENTADO IMPEDIDO
FBI frustra plano de ataque a evento do UFC na Casa Branca
Cinco homens foram presos em operação que desmantelou plano de usar drones com explosivos e atiradores contra 'alvos de alto valor', incluindo o presidente Donald Trump. A investigação começou após denúncia da mãe de um dos suspeitos.
O FBI desarticulou um plano de ataque que visava o evento do UFC realizado na Casa Branca no último domingo, 14 de junho de 2026, prendendo cinco homens. A ação, informada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos na terça-feira, 16 de junho, frustrou uma conspiração que incluía o uso de drones carregados de explosivos contra prédios próximos e disparos contra "alvos de alto valor". A decisão de intervir e prender os suspeitos ocorreu após a análise de mensagens criptografadas e a denúncia de um dos envolvidos, sendo de suma importância para a segurança nacional e a proteção de figuras públicas em um evento de grande visibilidade.
Os suspeitos, identificados como Tycen C. Proper, 19 anos, de Ohio; Bryan Omar Roa, 24 anos; Michael Alan Thomas, 32 anos, ambos da Califórnia; Daniel K. Eskridge, 32 anos, do Missouri; e Abraham Hermosillo Alvarez, 31 anos, de Nebraska, foram acusados de conspiração para cometer homicídio. Eles planejavam usar drones para gerar pânico e direcionar a multidão para emboscadas de atiradores, seguidas por um avanço contra os portões da Casa Branca. A operação ocorreu em quatro estados diferentes.
A investigação teve início em 10 de junho, quando a mãe de Proper procurou as autoridades locais, alertando sobre as compras de armas do filho e suas comunicações com um grupo que se dizia formado por ex-militares e cristãos. Esses indivíduos manifestavam "sentimentos ultrarreligiosos e antigovernamentais", segundo documentos judiciais, acreditando que os Estados Unidos precisavam ser "destruídos para que pudessem ser reconstruídos". O grupo utilizava inicialmente o TikTok, em um grupo chamado "Vanguard of the Old Republic", e depois migrava para o aplicativo Signal para comunicação criptografada.
Alvos potenciais incluíam o então presidente dos EUA, Donald Trump, o vice-presidente J.D. Vance, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o empresário Elon Musk, entre outros políticos. O Departamento de Justiça afirmou que Alvarez era o responsável pelo planejamento e coordenação do ataque, incluindo o uso dos drones. Mapas detalhados com posições de atiradores e pontos de lançamento de drones foram encontrados.
Em depoimento, Proper admitiu participação no planejamento, embora tenha afirmado não pretender atirar em pessoas, mas reconheceu a determinação de outros membros em usar violência. A investigação apura a existência de vínculos com organizações maiores, mas a maioria dos membros foi recrutada via TikTok. A decisão de realizar as prisões e neutralizar o plano, confirmada pelo diretor do FBI, Kash Patel, é considerada definitiva, mas os acusados podem recorrer das condenações.
O evento do UFC na Casa Branca, que celebrava os 80 anos de Donald Trump, ocorreu em meio a um contexto de crescente violência política nos Estados Unidos. Dados indicam um aumento de mais de 30% na violência direcionada a alvos específicos entre 2024 e 2025. O vice-diretor do Serviço Secreto, Matt Quinn, classificou o episódio como uma "ameaça séria", lamentando a divulgação pública da operação.
Se condenados, os suspeitos podem enfrentar prisão perpétua e multas substanciais. Uma audiência preliminar para Proper foi marcada para 29 de junho. A natureza definitiva da decisão judicial, neste momento, refere-se à neutralização do plano, com as acusações ainda em andamento.
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