INOVAÇÃO NA SAÚDE

Fapesp e Unicamp criam centro para diagnosticar doenças via smartwatches

Smartwatch em uso monitorando saúde.
Relógios inteligentes passam a ser vistos como ferramentas de diagnóstico médico. Divulgação/Pexels.

O novo Centro de Pesquisa Aplicada recebeu aporte de R$ 20 milhões para desenvolver algoritmos de IA que identificam precocemente Parkinson e arritmias.

A Fapesp, a Unicamp e a Samsung uniram forças para transformar dispositivos vestíveis, como smartwatches e anéis inteligentes, em ferramentas avançadas de diagnóstico médico. O novo CPA (Centro de Pesquisa Aplicada), oficializado em 3 de julho de 2026, recebeu um investimento de R$ 20 milhões para integrar inteligência artificial ao monitoramento contínuo da saúde dos usuários, conforme anunciado em 11 de julho de 2026.

O projeto Viva Bem busca identificar padrões sutis que antecipam condições graves, como a doença de Parkinson, arritmias e riscos de AVC. Ao processar dados sobre frequência cardíaca, temperatura e condutividade da pele, os pesquisadores esperam oferecer alertas que permitam intervenções médicas antes mesmo do surgimento de sintomas clínicos evidentes.

"Queremos, por meio desses dispositivos vestíveis cada vez mais populares e acessíveis, enxergar sinais invisíveis de doenças muito antes que os sintomas se tornem clinicamente evidentes", afirmou Anderson Rocha, professor do Instituto de Computação da Unicamp e coordenador do Viva Bem.

A iniciativa prioriza a privacidade e o rigor ético, garantindo que o tratamento dos dados coletados por dispositivos como o Galaxy Watch e o Galaxy Ring siga protocolos de segurança estritos. Para a equipe, o objetivo não é substituir o médico, mas sim oferecer uma ferramenta de monitoramento 24 horas que revele informações que consultas pontuais de 15 minutos seriam incapazes de detectar.

O modelo de financiamento, que abrange um ciclo de até 10 anos, une a excelência acadêmica da Unicamp — contando com a expertise de unidades como a Faculdade de Ciências Médicas e o Hospital de Clínicas — à infraestrutura tecnológica da Samsung e ao suporte estratégico da Fapesp. A meta é criar algoritmos capazes de aprender com a singularidade de cada indivíduo, movendo a medicina preventiva para um patamar de personalização inédito.

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