ALERTA CONTRA GOLPES

Falsa vaga de home office causa prejuízo financeiro e alerta especialistas

Imagem ilustrativa de smartphone exibindo mensagens de texto relacionadas a golpes financeiros.
Golpistas utilizam plataformas digitais para atrair vítimas com propostas de trabalho fictícias.

Especialistas do Banco Central e da Febraban orientam vítimas sobre o uso do MED para tentar reaver valores perdidos em fraudes de trabalho.

A busca por uma oportunidade de trabalho tornou-se um terreno fértil para criminosos, impactando a vida de profissionais como Ester Nunes, de 26 anos. A jovem, que atua na área de Recursos Humanos, viu sua reserva financeira ser reduzida em R$ 1,2 mil ao ser seduzida por uma falsa oferta de vaga em home office, um caso que reflete a vulnerabilidade de quem tenta recolocação no mercado.

O golpe, identificado por especialistas como o "golpe das tarefas", utiliza a promessa de renda extra para extrair depósitos via PIX das vítimas. Ester relatou que, inicialmente, foi induzida a depositar R$ 300, sendo posteriormente pressionada a enviar R$ 900 sob a justificativa de liberar pagamentos. Ao ser solicitada a transferir mais R$ 2,6 mil, a profissional percebeu a fraude, mas já havia comprometido suas economias.

Conforme dados da plataforma SOS Golpe, fraudes envolvendo falsas promessas de trabalho cresceram 56% entre março e abril deste ano. O fenômeno ocorre através de abordagens em aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram, onde golpistas simulam processos seletivos em nome de empresas conceituadas para transmitir credibilidade.

Para quem foi vítima de uma transação via PIX, o consultor do Banco Central, Breno Lobo, reforça a importância de acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) o mais rápido possível. A vítima deve contatar seu banco imediatamente, apresentando os comprovantes, para que a instituição financeira do recebedor seja notificada e tente bloquear os recursos. O prazo para solicitar o MED é de até 80 dias após a transação.

Especialistas da ESET Brasil e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ressaltam que empresas sérias não solicitam pagamentos para processos seletivos ou cursos admissionais. A orientação é verificar sempre os canais oficiais de comunicação e desconfiar de ofertas com salários muito acima da média e processos simplificados demais.

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