CRISE NO PACÍFICO

Falha em geradores deixa tripulação de navio da Marinha dos EUA sem suprimentos

Destróier USS Benfold navegando no oceano
O destróier USS Benfold em operação em 24 de junho de 2022. Foto: Mass Communication Specialist 2nd Class Arthur Rosen/U.S. Navy via AP.

Destróier USS Benfold operou quatro dias sem energia, água potável ou banheiros funcionais após colapso técnico no mar.

Um destróier dos Estados Unidos com cerca de 300 militares a bordo enfrentou uma emergência crítica após uma falha generalizada nos sistemas de energia. O incidente, que comprometeu a dignidade e a saúde básica dos tripulantes, ocorreu no mês passado enquanto a embarcação navegava pelo Oceano Pacífico.

A pane nos geradores do USS Benfold, registrada em 24 de julho, resultou na interrupção total do fornecimento de energia, deixando os militares sem acesso a água potável, refeições preparadas, banheiros e ar-condicionado por um período de quatro dias. A situação de vulnerabilidade da equipe apenas foi divulgada publicamente em 14 de agosto, após investigações jornalísticas.

De acordo com o porta-voz da Marinha, comandante Matthew Comer, a decisão de socorro envolveu o apoio logístico de outras embarcações, como o grupo de ataque do porta-aviões USS George Washington e o cruzador USS Robert Smalls, responsáveis por prover alimentação aos marinheiros. A necessidade de assistência externa tornou-se imperativa diante da inoperância do sistema central do navio.

O episódio culminou com o reboque do USS Benfold até a Baía de Subic, nas Filipinas, onde a embarcação atracou em 28 de julho para reparos profundos. A tripulação, que enfrentou condições precárias de habitabilidade, foi realocada para acomodações em terra firme durante o período de conserto. O retorno do navio às atividades operacionais ocorreu somente em 8 de agosto, após a certificação de que todos os sistemas de combate e suporte estavam normalizados.

O caso reacende o debate sobre a prontidão operacional e as condições de bem-estar das Forças Armadas, especialmente em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio e na região do Pacífico. O Pentágono enfrenta pressões para garantir que suas unidades mantenham não apenas a capacidade bélica, mas a integridade humana daqueles que servem sob bandeira norte-americana.

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