STF EMITE ALERTA
Fachin defende discrição e critica protagonismo individual de juízes
Presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, alertou que a atuação individual dos magistrados molda a percepção pública sobre o Judiciário, incentivando a serenidade e o silêncio institucional.
{"blocks":[{"key":"123as","type":"paragraph","data":{"text":"O Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu, nesta quarta-feira, 03/06/2026, que os magistrados priorizem o "silêncio institucional" em vez do "protagonismo individual". A orientação surge em um contexto social marcado por acentuadas divisões e visa reforçar a legitimidade do Judiciário, atrelando-a à prestação de contas à sociedade."}},{"key":"456df","type":"paragraph","data":{"text":"Essa declaração ocorreu durante o Congresso Internacional Estado de Direito e Ética Judicial, realizado entre 1º e 2 de junho de 2026 no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O evento, organizado pelo Presidente do STJ, Herman Benjamin, teve sua programação em paralelo ao Fórum de Lisboa, promovido pelo Ministro Gilmar Mendes. A iniciativa reuniu magistrados de 23 tribunais internacionais e contou com a presença de Fachin e da Ministra Cármen Lúcia, relatora de uma proposta de código de conduta no STF."}},{"key":"789gh","type":"paragraph","data":{"text":"Em seu discurso, Fachin ressaltou como a atuação particular de cada magistrado pode influenciar significativamente a forma como a sociedade percebe a Justiça como um todo. "O singular se faz plural na unidade da magistratura. Cada audiência, cada sentença, cada decisão, cada manifestação pública, cada gesto, tudo comunica, tudo educa, tudo projeta para a sociedade uma determinada imagem da própria Justiça", pontuou."}},{"key":"101ji","type":"paragraph","data":{"text":"O Ministro observou que o ambiente da sociedade digital, com sua busca incessante por visibilidade, exige uma cautela redobrada dos juízes. "Nem toda visibilidade fortalece instituições. Muitas vezes, o silêncio institucional vale mais do que o protagonismo individual. A sociedade espera que o juiz aplique as leis, observe a Constituição, faça Justiça e sirva de exemplo", advertiu."}},{"key":"112kl","type":"heading","data":{"text":"Confiança e discrição como pilares da autoridade","level":3}},{"key":"131mn","type":"paragraph","data":{"text":"Fachin sustentou que a autoridade dos magistrados deve ser edificada pela qualidade das decisões proferidas, pela serenidade e pela discrição, em detrimento da mera frequência em manifestações públicas. "Prudência e comedimento são virtudes que produzem confiança. Por isso, cada juiz e cada juíza devem ser empreendedores da confiança", declarou."}},{"key":"141op","type":"paragraph","data":{"text":"O Presidente do STF também enfatizou a indivisibilidade da conduta, afirmando que não existe separação entre a vida pública e privada dos magistrados. "Não existe ética para a vida pública e outra para a vida privada. A integridade é indivisível", reforçou."}},{"key":"151qr","type":"paragraph","data":{"text":"Para Fachin, a confiança no sistema de Justiça é diretamente proporcional à transparência e à idoneidade demonstradas pelos juízes em todas as esferas de sua vida. "As crises não se alimentam quando se emprestam idoneidade e transparência tanto na vida pública quanto na pessoal. As pessoas precisam ter razões para confiar no sistema de Justiça", concluiu."}}]},
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