EXÉRCITO NEGA
Exército nega posse de duas armas de Bolsonaro; arsenal restante foi entregue à PF
Comando do Batalhão de Polícia do Exército em Brasília informou ao STF que entregou à Polícia Federal as armas do ex-presidente Jair Bolsonaro sob sua guarda. A instituição contesta a posse de dois itens.
O Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que entregou à Polícia Federal as armas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que estavam sob sua guarda. A instituição, contudo, contesta a informação de que duas das oito armas, que segundo a defesa do ex-presidente estariam no Batalhão de Polícia do Exército, se encontram sob a posse do Exército.
Uma das armas apontadas pela defesa de Bolsonaro possui o mesmo número de série de um item apreendido em uma blitz em Brasília com um militar do Exército que atua na segurança do ex-presidente. O caso ocorreu no mês passado.

A determinação do ministro do STF para que as armas fossem apresentadas ocorreu após a defesa de Bolsonaro informar, na sexta-feira, 03 de maio de 2024, que esses itens estavam no Batalhão de Polícia do Exército. Diante da decisão, os advogados apresentaram um panorama sobre a situação das armas.
Conforme a defesa, duas das dez armas vinculadas a Bolsonaro já haviam sido entregues à Polícia Federal em abril de 2023, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). As outras oito, segundo os advogados, estariam armazenadas no Batalhão de Polícia do Exército.
Lista das armas
De acordo com a decisão do ministro do STF, pelo menos dez armas estão ligadas a Bolsonaro. As oito que a defesa alega estarem no Batalhão de Polícia do Exército são:
As outras duas armas, segundo a defesa, estão sob posse da Polícia Federal. São elas:
O Comandante do Batalhão de Polícia do Exército declarou que os itens que não estão armazenados no complexo são a Pistola Glock e a Espingarda Maestro Arms Company.
Um militar do Exército que atua na segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro foi parado em uma blitz da Polícia Militar em Taguatinga, no Distrito Federal, no mês passado, portando uma arma do ex-presidente. Segundo a corporação, o militar não possuía autorização do proprietário para portar o item e estava em desacordo com as exigências legais.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu que ele solicitou ajuda a um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para consertar uma arma de fogo registrada em seu nome. No documento enviado ao STF, os advogados alegam que a própria equipe de segurança de Bolsonaro desativou a arma para evitar riscos, diante de sua condição de saúde mental.
Para efeito informativo, a Polícia Civil indiciar alguém significa que a investigação foi concluída e a suspeita formalizada de que a pessoa é autora ou participante de um crime. O inquérito policial é então encaminhado ao Ministério Público, que decide se leva o caso à Justiça.
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